O assassinato de 3 mulheres em Ilhéus diz muito sobre nossa segurança pública
Claro que os profissionais da Segurança Pública da Bahia não estão parados, mas já são dez dias após os corpos de três mulheres terem sido encontrados em uma área de vegetação em uma praia de Ilhéus, no sul da Bahia, e não há respostas para a tragédia. Falta muito para que passamos ter a certeza de que há por aqui uma boa estrutura que possa dar tranquilidade aos turistas e baianos. O caso de Ilhéus revela, mais uma vez, que estamos longe, muito longe, de segurança pública de primeiro mundo.
A luz no fim do túnel para resolução desse triplo homicídio surgiu nesta segunda-feira. Um homem confessou participação no crime, e seu nome ainda não foi divulgado. Não há informações sobre a motivação do crime. Ele foi preso por outro delito e, ao ser interrogado, admitiu envolvimento nos assassinatos. Além disso, a polícia já interrogou quatro pessoas e realizou exames periciais, como análise genética e confronto de digitais. Mais de 15 câmeras de segurança foram analisadas, mas o local onde os corpos foram achados é considerado um “ponto cego”, o que dificultou a identificação dos suspeitos. Mesmo com tudo isso, há apenas a confissão.
Alexsandra Oliveira Suzart (45 anos), Maria Helena do Nascimento Bastos (41 anos) e Mariana Bastos da Silva (20 anos) — foram encontradas mortas em uma área de mata próxima à Praia dos Milionários, no dia 16 de agosto. Elas haviam saído para passear com um cachorro na tarde anterior. O animal foi encontrado vivo, amarrado a uma árvore ao lado dos corpos. As vítimas foram mortas com facadas e cacos de vidro, principalmente na região do pescoço, com cortes semelhantes, o que sugere que uma única pessoa pode ter cometido os três homicídios. Não foram encontrados sinais de violência sexual nos corpos. A cidade de Ilhéus realizou manifestações pedindo justiça e celeridade nas investigações, com forte mobilização de grupos de mulheres.