Quem é o maior sonegador do país?
Se as investigações da Operação Poço de Lobato chegarem a algum lugar, certamente Ricardo Magro, do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, ficará com o título de maior sonegador do Brasil. Ele está sendo investigado por suspeita de fraudes fiscais e sonegação bilionária no setor de combustíveis, envolvendo sua empresa Refit, com prejuízos estimados em R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
A megaoperação Poço de Lobato foi feita nesta data pela Polícia Civil de São Paulo, Receita Federal e Ministério Público, com 190 mandados de busca e apreensão em diversos estados. O Grupo Refit é apontado como o maior devedor de ICMS em São Paulo e o segundo maior no Rio de Janeiro, além de estar entre os maiores devedores da União. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 26 bilhões em impostos não pagos e fraudes ligadas à adulteração de combustíveis. Além disso tudo, usava esquemas financeiros, como operações com fintechs e fundos de investimentos, para ocultar dívidas e movimentar recursos.
O cabeça desse esquema todo é Ricardo Magro, empresário e advogado, dono do Grupo Refit, que controla a Refinaria de Manguinhos desde 2008. Já foi advogado de Eduardo Cunha e chegou a ser preso em outra investigação sobre desvios em fundos de pensão, mas acabou absolvido. Detalhe, ele não está no Brasil, segundo informações colhidas na imprensa.
A operação tem repercussão nacional, atingindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal, com autoridades investigando também possíveis conexões da Refit com postos de gasolina ligados ao PCC, levantadas em operações anteriores. A empresa está em recuperação judicial, acumulando dívidas bilionárias em vários estados.
Ricardo Magro, pois, é investigado por liderar um esquema de sonegação e fraude no mercado de combustíveis, com dívidas bilionárias e suspeitas de adulteração de produtos, tornando o Grupo Refit um dos maiores devedores de impostos do país. É a velha tática de quebrar uma empresa, fazendo migrar seus lucros para o proprietário. Duvidamos que Magro pise em solo brasileiro tão cedo.
Imagem destaque: Ricardo Magro
