Um Lugar no Sertão

Teofilândia – a cidade que brotou nas pedras

Igreja do Padroeiro Santo Antônio, entre as duas praças centrais da cidade. (Foto: Landisvalth Lima)

Em mais um episódio da série Um Lugar no Sertão, Contraprosa chega ao município de Teofilândia, localizado na região Nordeste da Bahia, às margens da BR 116. A cidade de Teofilândia fica distante de Serrinha por cerca de 20 kms, e o município tem uma área territorial de 351,892 km², onde vive uma população de 21.176 pessoas, censo de 2022, o que permite uma densidade demográfica de 60,18 habitantes por km². Teofilândia faz limites com os municípios de Araci, Serrinha, Barrocas e Biritinga. A distância para Salvador é de 205 kms e sua população estimada para este ano de 2025 é de 21.825 pessoas.  

Imagem parcial do centro de Teofilândia. (Foto: Landisvalth Lima)

A história de Teofilândia começa por volta do ano de 1723. Uma seca atingiu a região e alguns vaqueiros da antiga fazenda chamada de Vargem de Baixo, de propriedade dos irmãos João Manoel e Manoel João da Silva, saíram em busca de água e alimento para o gado. Pararam próximo a um caminho estreito no meio da caatinga para o descanso e dormiram. Quando acordaram, não encontrarem o gado. Foram encontrar o rebanho num com água acumulada em suas cavidades. Os vaqueiros informaram aos patrões o achado e deram o nome de Tanque de Pedras.

Letreiro na entrada do centro da cidade. (Foto: Landisvalth Lima)

Os irmãos João Manoel e Manoel João transformaram o lugar em mais uma fazenda, provocando o crescimento imediato do local. Muitos anos depois, a fazenda foi aberta e José Santiago de Oliveira construiu a primeira casa. Logo formou um arraial em torno do afloramento rochoso que acumulava água. Começou sendo chamado de Tanque de Pedras, depois Arraial de Pedras e depois Pedras. Em 1953 virou um distrito de Serrinha denominado Itapiru, que significa pedra delgada ou fina. Nove anos depois, foi elevado à categoria de município com o nome de Teofilândia, em homenagem a um filho da localidade, o contador do estado Joaquim Teófilo de Oliveira, pela Lei Estadual 1685, de 23 de abril de 1962.

Clique na imagem acima para assistir ao documentário no YouTube.

Ao sair da BR 116 e acessar a cidade, logo nos deparamos com duas praças: a Lomanto Júnior e a José Luiz Ramos, que juntas formam o grande centro. Unindo as duas praças está a Igreja de Santo Antônio, dedicada ao padroeiro da cidade. Quase todos os principais eventos da cidade são realizados nestas duas praças, inclusive a feira semanal. A identidade cultural do município é valorizada, com destaque para eventos como o tradicional Carnaval da Rocinha, uma tradição antiga, que há mais de 40 anos leva alegria às ruas da cidade. Também há a celebração da Folia de Reis, que envolve a comunidade em manifestações de orgulho e tradição. Também é comemorado o Dia da Consciência, data importante de celebração e reconhecimento da herança africana local. Quem chegar ao município, pode visitar o Tanque das Pedras, local onde originou toda a cidade.

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