BR 230: de Cabedelo a Lábrea

Placas – Pará

Vivenciando trechos bons, uns poucos, e trechos de péssima qualidade, a maioria, chegamos ao município de Placas, um dos mais novos a se emancipar nesta região do Pará. Sua área territorial chega a 7.173,2 km², onde vive uma população de 18.668 pessoas, censo de 2022, com densidade demográfica de 2,60 hab/km². O município faz limites com Uruará, Rurópolis, Belterra, Altamira, Mojuí dos Campos, e o IBGE estimou sua população para o ano de 2026 em 18.258 pessoas, o que representa uma queda, coisa que já acontece há alguns anos. É bom lembrar que Placas já teve população superior a 30 mil habitantes. A distância até Belém é de 1.082 km.

 O nome Placas surgiu do grande número de placas existentes no trecho da rodovia BR-230, onde está localizada a cidade. Também sua povoação teve início na década de 1970 com o Programa de Integração Nacional e a distribuição de lotes para a formação de agrovilas.  Tudo isso consolidado com a construção da Transamazônica. Mas demorou para olharem para a povoação de Placas.  Somente foi criado por meio da Lei Estadual nº 5.783, de 20 de dezembro de 1993, sancionada pelo governador Jáder Fontenelle Barbalho, tendo sido desmembrado do Município de Santarém, com um único distrito sede. A instalação só ocorreu em 1.º de janeiro de 1997, com a posse dos primeiros vereadores e do primeiro prefeito eleito, Francisco Omildo Santiago.

Ainda não dá para perceber um fator determinante do crescimento de Placas, além da agropecuária. O município tem sofrido queda populacional, associada principalmente à migração de moradores para outras regiões e à correção das estimativas populacionais pelo Censo 2022, que mostrou um número de habitantes menor do que o estimado anteriormente. Além disso, devido aos altos índices de devastação florestal, em 9 de novembro de 2023, o município foi incluído na relação de municípios situados no bioma Amazônia considerados prioritários pelo governo federal para ações de prevenção, controle e redução dos desmatamentos e degradação florestal.

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Se o nome e o surgimento da cidade foram frutos do local onde foram afixadas placas para indicar a divisão dos trechos Altamira-Itaituba, os pioneiros vieram de inúmeros pontos brasileiros. Lógico, a cultura de Placas é resultado do encontro entre diferentes grupos de migrantes que ocuparam a região da Transamazônica. Suas manifestações culturais combinam tradições rurais, festividades religiosas, culinária amazônica e valores comunitários, formando uma identidade marcada pela diversidade e pela ligação com a terra e a floresta. O povo plaquense ainda busca um norte de progresso e desenvolvimento, sem perder as marcas de suas origens.

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