BR 230: de Cabedelo a Lábrea

Apuí – Amazonas

E, após percorrermos mais de 260 km desde Jacareacanga, finalmente chegamos à cidade de Apuí, no estado do Amazonas. Servido por duas rodovias, a BR-230 e a AM-174, esta última que segue para a cidade de Novo Aripuanã, Apúí tem uma área territorial de 53.617,189 km², onde reside uma população de 20.647 pessoas, censo de 2022, o que permite uma densidade demográfica bem baixa de apenas 0,38 hab/km².  Apuí faz limites com os municípios de  Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Maués e os estados do Mato Grosso e Pará. A distância para Manaus, via rodovia, passando pela Transamazônica e BR-319, é de 1.100 km, apesar de, em linha reta, a distância para a capital ser de apenas 408 km. Para o ano de 2026, o IBGE estimou sua população em 21.971 pessoas.

O município de Apuí começa sua história de construção intensificada na década de 1970 com os projetos de colonização implantados pelo INCRA, especialmente o Projeto Juma, que atraiu migrantes de várias regiões do país em busca de terras para agricultura. O crescimento foi lento e constante por causa do isolamento, mesmo após sua emancipação em 30 de dezembro de 1987, pela Lei Estadual nº 1.826, desmembrando-se de Novo Aripuanã, e instalado oficialmente em 1988. A cidade não contava com serviço de telefonia, não havia nenhum jornal ou periódico em circulação e não existiam repetidoras de TV. A forma de comunicação mais confiável era feita por meio de rádio amador.

O início do município foi numa época de provações. Nessa época foi definitivamente interrompido o tráfego na BR 319, estrada que liga Porto Velho a Manaus, e a Empresa de Transporte Coletivo União Cascavel suspendeu a linha que fazia entre Humaitá e Apuí. Com apenas um distrito, a sede, sua população teimava em dar certo. Consolidou-se como um importante polo de pecuária, agricultura e plantação de café. Começaram a chegar os bancos, o poder público municipal se organizou e Apuí virou a terra do café do Amazonas, destacando-se pela produção agropecuária e pela posição estratégica que ocupa na região do rio Madeira.

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O nome Apuí vem de uma árvore típica da região amazônica, o apuizeiro ou Ficus fagifolia, cujo significado na língua tupi é braço forte. Mas foram os vários apuizeiros humanos, vindos de tantos lugares, com seus braços fortes, que edificaram a cidade que hoje se mostra encantadora. Em 2015, o município ganha mais um distrito: Sucunduri, às margens do rio do mesmo nome, por onde passa a Transamazônica. A programação cultural de Apuí é marcada principalmente por exposições agropecuárias, rodeios, shows musicais, eventos comunitários, atividades artísticas e ações de valorização das tradições locais. Entre os destaques estão a EXPOAP – feira que promove o desenvolvimento econômico e social de Apuí, reunindo negócios, turismo e eventos culturais e artísticos voltados à população local e visitantes, e o Rodeio do Dia das Mães, que reforça a identidade cultural e econômica do município. Em Apuí, ficamos hospedados no Hotel Bahia, de dona Zenaíde, baiana que gentilmente recebe viajantes de todo o país a um preço justo e com atendimento generoso.

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