A mulher que matou 309 homens

Lyudmila Pavlichenco eliminou 309 nazistas na 2ª guerra (foto: Youtube)

Lyudmila Mikhailivna Pavlichenko nasceu em Bila Tserkva, em 12 de julho de 1916 – Ucrânia, e morreu em Moscou – Rússia, em 10 de outubro de 1974. Ela foi uma franco-atiradora soviética durante a II Guerra Mundial que mandou à morte de 309 soldados alemães nazistas. Até hoje é considerada a franco-atiradora mais bem sucedida na história.

Aos quatorze anos mudou-se para Kiev com sua família. Nesta época, associou-se em um clube de tiro local, vindo a tornar-se uma exímia atiradora. Trabalhou em uma fábrica de armamentos em Kiev, até sua entrada na Universidade em 1937. Como aluna da Universidade de Kiev, defendeu em seu mestrado a vida de Bohdan Khmelnytsky. Em junho de 1941, aos 24 anos de idade, Pavlichenko já estava em seu quarto ano de história na Universidade de Kiev, quando a Alemanha nazista começou a invasão da União Soviética.

Pavlichenko estava entre os primeiros da lista de voluntários para recrutamento. Onde foi selecionada para participar da infantaria e posteriormente, ela foi designada para o 25º Exército Vermelho -Divisão de Infantaria. Pavlichenko tinha então a opção de se tornar uma enfermeira, mas recusou. sua intenção era participar ativamente dos combates. Desta forma se tornou uma das 2.000 atiradoras de elite do sexo feminino no Exército Vermelho, das quais somente cerca de 500 sobreviveriam à guerra. Como atiradora furtiva, fez sua primeira vítima nas proximidades de Belyayevka, usando um rifle de ferrolho Mosin-Nagant, com luneta, tipo de rifle comum entre os atiradores russos, como Roza Shanina e Vassili Zaitsev.

Pavlichenko lutou por mais ou menos dois meses e meio em Odessa, onde contabilizaria 187 mortes. Quando os alemães tomaram o controle de Odessa, sua unidade foi evacuada através do Mar Negro até o porto de Sebastopol na Península da Crimeia. Em maio de 1942, já então Tenente, foi condecorada por ter matado 257 soldados alemães. Seu número total de mortes durante a Segunda Guerra seria de 309, incluindo 36 snipers e pelo menos 100 oficiais. Normalmente costumava trabalhar com um observador a uns 200-300m à frente de sua unidade, muitas vezes ficando imóvel por 18 horas seguidas. Em junho de 1942, Pavlichenko foi atingida por um morteiro e foi retirada da batalha por quase um mês, até sua recuperação.

Após a recuperação, ela foi enviada para o Canadá e os Estados Unidos para uma visita pública, tornando-se a primeira pessoa russa a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, na Casa Branca. Ela foi convidada por Eleanor Roosevelt a fazer um tour pela América relatando suas experiências em combate. Como presente ganhou uma pistola Colt semiautomática, e, no Canadá, foi presenteada com um rifle Winchester, que atualmente está no Museu das Forças Armadas de Moscou.

Promovida a major, nunca mais voltou ao combate, mas se tornou instrutora e treinou vários snipers soviéticos até a guerra terminar. Em 1943, ela recebeu a Estrela de Ouro de Herói da União Soviética, fato que rendeu sua imagem num selo comemorativo. Seu rifle preferido era um Rifle Tokarev SVT-40, semiautomático. Depois da guerra, ela terminou seus estudos na Universidade de Kiev e começou uma carreira como historiadora. De 1945 a 1953, foi assistente de pesquisas do Chefe do Quartel-General da Marinha Soviética.

Em 1976, foi novamente lembrada em outra edição dos selos comemorativos. Sendo depois integrada ao Comitê Soviético de Veteranos da Guerra. Pavlichenko morreu dia 10 de outubro de 1974, aos 58 anos, e foi enterrada no Cemitério Novodevichy em Moscou. Dois anos depois um navio cargueiro ucraniano seria batizado com seu nome.

Fonte: Wikipedia

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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