Ainda estamos em alta!

José Socorro*

José Socorro é funcionário público da área da saúde (foto: Arquivo do autor)

E assim vamos entrando nas labaredas de mais um ano eleitoral. Ainda não foram definidas as datas para os dois turnos, logicamente que a maioria dos municípios terão o seu pleito definido em turno único.

Enquanto isso, vamos analisando os acontecimentos de ambos os grupos, naturalmente irão apresentar as suas propostas de governo, todo aquele marketing de campanha, que por vezes não saem da teoria, mas isso é de outrora/presente/futuro.

Os argumentos para conquistar o eleitorado são diversificados e, naquele momento do diálogo entre o candidato e o eleitor, tudo ocorre dentro do caminho da resolução, em especial por parte do que almeja um cargo. É fora de cogitação desgostar daquele que poderá te colocar na cadeira executiva ou legislativa.

Todas as nossas colocações são observadas “atentamente”, mesmo que cause ao postulante algum desconforto. O importante é a conquista. Depois se pensa no que fazer com aquele que lhe causou algum constrangimento, na sua tentativa de angariar aquele voto individual ou coletivo (familiar).

Na prática, a política não passa da arte da demagogia e da conveniência para a grande massa, seja ele candidato ou eleitor. E uma pequena parte pode-se dizer irrisória, que segue um grupo político sem interesse pessoal, e assim por toda vida, creio eu.

Quando temos a intenção de acompanharmos um candidato ou um grupo partidário, conseguimos ver qualidade, filtramos o lado positivo e fechamos os olhos para os erros passados e as falhas atuais. Enfim, quando queremos, nada nos convence do contrário. Não deveria ser assim, mas infelizmente é bem isso mesmo.

E as vezes rejeitamos as boas opções, simplesmente porque não nos identificamos com um grupo ou um suposto candidato. Por incrível que pareça, vamos lá no fundo do baú e conseguimos argumentos para não partilhar do nosso voto com aquele candidato.

E assim, o período eleitoral vai criando seus contornos e suas migrações, entre candidatos e eleitores. Os adversários de ontem se tornam correligionários de hoje. E cada um de nós somos soberanos em nossas decisões pessoais.

Concernente a eleições de Heliópolis, todos conhecemos os perfis dos postulantes aos próximos mandatos, sejam eles executivos ou parlamentares. Todos têm qualidades e defeitos, assim como nós eleitores. Só nos resta respeitar e aceitar a decisão de cada um.

Desejo uma campanha de paz e que ambos os grupos adotem medidas diferenciadas para o atual momento que estamos passando.

                       *José Socorro é colaborador do portal Contraprosa.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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