Alvorada do São Pedro de Heliópolis precisa se reinventar

A Alvorada do São Pedro de Heliópolis precisa de mudanças urgentes (foto: Landisvalth Lima)

A Alvorada do São Pedro de Heliópolis cumpriu seu papel e continua sendo a melhor alvorada das festas de nossa região. Verdade seja dita, este ano, apresentou menor número de pessoas que em 2018. Há inúmeros fatores que contribuíram para isso, um deles, claro, as constantes chuvas. É até surpreendente o número de foliões com o frio e as generosas chuvas que caem nesse sertão costumeiramente tórrido, mas a verdade é que já está na hora de promover uma transformação.

Pode ser também que o modelo já não promova tanto entusiasmo, pode ainda ser a banda Seeway, que embora tenha se apresentado extraordinariamente bem, já deixou de ser uma novidade atrativa. Este ano, a Prefeitura de Heliópolis colocou um trio na retaguarda do Trio Foguinho, uma espécie de reforço sonoro. Sobrou sonoridade sem, contudo, transformar a festa. A Alvorada é hoje o carro que promove o São Pedro de Heliópolis, mas o público é quem mantém a chama viva do São Pedro. Precisamos dele e este precisa ter motivos de sobra para acordar às 4 horas da manhã de uma sexta-feira para farrear. E sabemos que tem gente que nem mesmo dorme, motivado pelo Esquenta da quinta-feira noturna.

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Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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