Corrupção

Brasil tem pico de casos de corrupção em 2025

Em 2025 ainda não há dados oficiais que quantifiquem exatamente o número de escândalos de corrupção investigados no Brasil. O que existe são indicadores indiretos, como o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional, que mostram que o país atingiu sua pior posição histórica, refletindo uma percepção de aumento da corrupção em relação a anos anteriores.

Se analisarmos o panorama da Corrupção no Brasil, de 2023 a 2025, teremos os seguintes índices de Percepção da Corrupção (IPC):

  • 2023: Brasil obteve 36 pontos e ficou na 104ª posição entre 180 países.
  • 2024: Caiu para 34 pontos e 107ª posição, pior resultado desde o início da série histórica em 2012.
  • 2025: Relatórios divulgados em fevereiro de 2025 confirmaram a manutenção da pior nota e posição histórica.

Apesar disso, os escândalos brotados em 2025 não possuem estatísticas oficiais sobre o número de investigações. Alguns casos foram destacados como responsáveis pela piora da percepção, como a falta de transparência no Novo PAC, problemas em contratos públicos e obras e uma série de seis escândalos principais apontados pela imprensa como tendo impacto direto na queda da nota do Brasil no ranking.

 Mesmo não havendo estatística oficial, portanto, sobre o número de escândalos investigados em 2025, o que se pode afirmar é que a percepção de corrupção aumentou, com o Brasil atingindo seu pior desempenho histórico no IPC. Isso indica que, mesmo sem números absolutos de investigações, a percepção pública e internacional é de agravamento da corrupção.

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A piora em 2024 e a manutenção em 2025 sugerem aumento da desconfiança sobre a efetividade das investigações e combate à corrupção. Embora não haja números oficiais de quantos escândalos foram investigados por ano, a percepção internacional indica que o Brasil viveu um pico de investigações na Lava Jato e, depois, um agravamento da corrupção percebida nos últimos anos.

Veja os escândalos mais relatados:

Operação Lava Jato / Petrolão (2014-2021): Considerada a maior investigação da história, desarticulou um esquema de desvio de verbas da Petrobras, cartel de empreiteiras e pagamento de propinas a políticos e diretores da estatal. Envolveu bilhões de reais e resultou em 278 condenações.

Mensalão (2005): Esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional durante o primeiro governo Lula, com desvio de dinheiro público.

Operação Greenfield e Fundos de Pensão (2016): Investigou fraudes bilionárias nos maiores fundos de pensão de estatais do Brasil, com um rombo estimado em dezenas de bilhões de reais.

Caso do Banco Master (2025/2026): Operação Compliance Zero investiga fraude, lavagem de dinheiro e manipulação de balanços, movimentando bilhões de reais.

Operação Zelotes (2015): Investigou um esquema de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).

Escândalo dos Sanguessugas (2006): Fraude na compra de ambulâncias por prefeituras, envolvendo parlamentares.

Fraude no INSS (2024-2025): Escândalo envolvendo descontos indevidos em aposentadorias.

Caso das “rachadinhas” (2019) no Rio de Janeiro. Envolveu o então senador Flávio Bolsonaro, acusado de desviar parte dos salários de assessores quando era deputado estadual.

 Pandemia de COVID-19 (2020). Diversos estados e municípios foram investigados por irregularidades na compra de respiradores, EPIs e insumos hospitalares.

 Crise da Lava Jato (2021). O STF anulou condenações de Lula e questionou a atuação de procuradores, alegando parcialidade. Isso enfraqueceu a operação e gerou debates sobre abusos processuais.

 Orçamento Secreto (emendas de relator) (2022). Revelado como um esquema de distribuição de bilhões de reais sem transparência, favorecendo parlamentares aliados do governo Jair Bolsonaro, considerado por especialistas como um dos maiores mecanismos de corrupção institucional da década.

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