Um Lugar no Sertão

Caldeirão Grande já foi Itaguaçu

Vista parcial do centro de Caldeirão Grande. (Foto: Landisvalth Lima)

Neste mais novo episódio de Um Lugar no Sertão, Contraprosa chega ao município de Caldeirão Grande, localizado na região de Jacobina. A área territorial é de 458,312 km², onde vive uma população de 13.080 pessoas, de acordo com o censo de 2022, o que permite uma densidade demográfica de 28,54 hab/km². Caldeirão Grande faz limites com os municípios de Saúde, Ponto Novo e Caém e está distante de Salvador por 333 km. O IBGE estimou sua população para o ano de 2025 em 13.597 pessoas.

Caldeirão Grande possui infraestrutura razoável. (Foto: Landisvalth Lima)

As terras do município de Caldeirão Grande pertenciam ao município de Saúde e eram de propriedade do coronel Porfírio Ferreira e o local era conhecido como Fazenda Boqueirão. Ao longo dos tempos, partes destas terras foram sendo adquiridas por diversas famílias, com destaque para os Bezerra, Brasileiro e Correia, que se estabeleceram por volta de 1895. A região sofria com escassez de água potável, o que levou os moradores a se fixarem próximos a uma formação rochosa, onde as depressões acumulavam água das chuvas. É daí que surge o nome Caldeirão Grande.

Boa parte das ruas da cidade são asfaltadas. (Foto: Landisvalth Lima)

Além do acúmulo de água nas depressões dos grandes lajedos, a povoação cresceu com base na agricultura de subsistência e na extração do Ouricuri, uma palmeira típica da região. Com o tempo, o progresso econômico e o aumento populacional impulsionaram sua transformação em uma comunidade mais estruturada. Em 1946, tentaram mudar o nome do povoado para Itaguaçu, mas o nome novo quase nunca era usado. O povoado então virou distrito, pela Lei Estadual nº 628, de 30 de dezembro de 1953 com o nome original de Caldeirão Grande.

O comércio de Caldeirão Grande é suficiente para sua população. (Foto: Landisvalth Lima)

Mesmo depois da criação do distrito, Caldeirão Grande continuou a crescer e chamava atenção para investimentos necessários. Aí então nasceu a ideia da emancipação, o que não demorou muito para acontecer. Uma Lei Estadual nº 1.689, de 25 de abril de 1962 criou oficialmente o município de Caldeirão Grande, desmembrando-o do município de Saúde. Apesar da conquista, o município sofria com a infraestrutura viária. A BA 375 era uma estrada de difícil locomoção. Somente a partir de 2016 é que a rodovia começa a receber investimentos para pavimentação asfáltica. Hoje, Caldeirão Grande está interligado à BA 131, que segue para Saúde, e para Ponto Novo, na BR 407, sempre pelo asfalto da BA 375.

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Desde os seus primórdios lá na Fazenda Boqueirão, Caldeirão Grande não descuida das tradições. Ainda hoje é celebrada a cultura do lugar em vaquejadas e cavalgadas, além de feiras, festas Populares, feiras agropecuárias e festas comunitárias ligadas à agricultura e ao ciclo produtivo local. Os destaques ficam com a Festa de São João Batista – padroeiro do município, os festejos juninos e a Festa da Emancipação em 25 de abril. O povo de Caldeirão Grande é tranquilo e pacífico e segue a rotina na busca de um lugar ao sol tendo a certeza de que haverá sempre uma compensação aos que batalham pacificamente.

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