Colocação Pronominal

Colocação pronominal

Uso da próclise:

1 – Usa-se a próclise quando o verbo vem precedido das seguintes partículas atrativas:

  1. palavras ou expressões negativas:

Nunca me negues um beijo

     2. advérbios:

Sempre se contou histórias.

                                         Obs. Usando vírgula entre o verbo e o advérbio, usa-se a ênclise:

Quase sempre, contou-se histórias.

      3. pronomes relativos:

Sabemos de dois homens que se passavam por padres.

      4. pronomes indefinidos:

Alguns se negam a declarar imposto.

      5. conjunções subordinativas:

Soubemos que se negam a declarar imposto.

      6. pronomes demonstrativos:

Esta me é muito valiosa.

2 – Nas frases interrogativas e exclamativas, por questões de melhor entonação, usa-se a próclise:

                               Quem me levará o amor?

                               Que se matem os corruptos!

3 – Nas formas verbais do gerúndio e do infinitivo pessoal, precedidas de preposição:

                               Por se corromperem, caíram em desgraça.

                               Em se avaliando melhor, corrigiu o erro.

Uso da mesóclise:

1 – Só com o futuro do presente e com o futuro do pretérito, caso o verbo não venha precedido de partícula atrativa:

                Convencê-la-ei a comer pitanga.  ( Não a convencerei a comer pitanga)

                Convencê-la-ia a comer pitanga.   ( Não a convenceria a comer pitanga)

                               Obs. Nunca ocorre ênclise nestes casos.

Uso da ênclise:

1 – Com verbo no imperativo, caso não seja precedido de partícula atrativa:

                               Pede-se não falar ao motorista.

2 – Com o gerúndio (sem preposição ou precedido de partícula atrativa.):

                               Saiu calado, fazendo-se de rogado.

3 – Com o infinitivo impessoal:

                               Não foi de propósito amar-te.

                Obs. Com o infinitivo impessoal precedido de preposição ou de palavra atrativa, usa-se ênclise ou próclise:

                               Estava disposto a te amar

                               Estava disposto a amar-te

                               Estava disposto a não te amar

                               Estava disposto a não amar-te

 

Colocação pronominal nas locuções verbais:

 

1 – Com verbo no infinitivo ou no gerúndio:

 

     a – não precedida de partícula atrativa, pronome depois do auxiliar ou depois do principal:

                               Devemos ordenar-lhes a retirada

                               Devemos-lhes ordenar a retirada

                               Vinham seguindo-me as mulheres

                               Vinham-me seguindo as mulheres

    b – precedida de partícula atrativa, pronome antes do auxiliar ou depois do principal:

                               Não lhe posso ordenar a retirada

                               Não posso ordenar-lhe a retirada

                               Não me vinha seguindo ninguém

                               Não vinha seguindo-me ninguém

     Obs. Já há, no meio jornalístico, o uso da próclise: Não vinha me seguindo ninguém.

2 – Com verbo no particípio:

                a – se precedida de partícula atrativa, pronome antes do verbo auxiliar:

                               Não me haviam convidado para a festa

                b – sem partícula atrativa, pronome depois do verbo auxiliar:

                               Haviam-me convidado para a festa

Observações finais:

1 – Locuções verbais com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito, aplicam-se as mesmas regras anteriores. Nesse caso, só não se admite a ênclise:

                               Poder-se-ia comprar um carro

                               Ter-se-á dito muitas besteiras

2 – Verbo precedido de duas palavras atrativas, o pronome pode também ficar entre as duas:

                               Há dias que se nunca tem muito o que dizer

                               Há doenças que se não transmitem por contágio

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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