Corpo é encontrado concretado dentro de geladeira

PM suspeita que a vítima tenha sido julgada em tribunal do crime; vítima foi amarrada com correntes, queimada e desovada na beira de um córrego. O STF já sabe disso?

Crueldade precisa ser informada ao STF. A vítima nunca é levada em conta (foto: G1)

Um corpo foi encontrado concretado dentro de uma geladeira na manhã desta sexta-feira (25), no bairro Novo Tupi, na região Norte de Belo Horizonte. O fato vai nos ajudar a entender o que está sendo votado no STF, sobre a possibilidade de criminosos serem presos após o julgamento em 2ª Instância.

A Polícia Militar suspeita que a vítima, do sexo masculino, tenha sido julgada em uma espécie de tribunal do crime e condenada à morte. O cadáver estava em uma carcaça de geladeira à beira de um córrego. De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros, Franklin Cabral, a pessoa estava com uma corrente enrolada ao corpo e aparentemente foi carbonizada em pneus.

— O corpo estava em um avançado estado de decomposição, na caixa tinham pedaços de arames e pneus, o que indica que a pessoa foi queimada antes de ser colocada dentro da geladeira.

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até o local em que o corpo estava escondido. Segundo o informante, uma casa às margens do córrego do Onça, no bairro Novo Tupi, era utilizada por traficantes como ponto de venda e esconderijo de drogas. A PM suspeita que a vítima foi julgada em uma espécie de tribunal do crime e condenada à morte por traficantes da região. Segundo o sargento Roberto Carlos, o corpo será encaminhado para o IML para que os peritos possam fazer a identificação da vítima.

Se, após investigações, a polícia descobrir o assassino ou assassinos, em se tratando de pessoa que tenha condições de pagar um advogado, de acordo com o que pensam os ministro do STF Rosa Weber, Lewandovisk e Celso de Mello, só irá para a cadeia após o completo transitado em julgado. Ou seja, poderá o suspeito impor recursos e mais recursos, até a prescrição do crime, já que a Justiça no Brasil é sempre lenta para os que têm dinheiro. A vítima morta, queimada e concretada jamais será levada em consideração.

Fonte: R7 

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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