Dois assassinatos encerram julho em Poço Verde e Simão Dias

Marcelo Pokemon era comerciante e foi assassinado em Poço Verde (foto: Hora da Notícia PV)

O portal Hora da Notícia de Poço Verde, do jornalista Gabriel Oliveira, publicou o que seria o primeiro assassinato acontecido este ano em Poço Verde. Acreditava-se que, por causa da pandemia e do distanciamento social forçado, haveria redução do alto número de homicídios ocorridos no município, o que de fato aconteceu. Muitos até apostavam encerrar o ano sem morte alguma, o que não ocorreu. Por volta das 19 Horas desta sexta-feira (31) um rapaz popularmente conhecido por Marcelo Pokemon foi alvejado com vários disparos de arma de fogo. O assassinato ocorreu num bar do bairro Cruzeiro e a vítima ainda foi socorrida, mas veio a óbito. Até aqui não se sabe os motivos, mas Marcelo era negociante de veículos. A polícia ainda não tem pistas do autor do assassinato.  

Garota de 14 anos assassinada

O portal G1 de Sergipe noticiou que, na noite desta sexta-feira (31), uma adolescente foi assassinada a golpes de faca no Povoado Raposa, município de Simão Dias (SE). De acordo com a Polícia Militar, ela estava acompanhada pelo companheiro que conseguiu fugir. O comandante da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar, major Alzot Rodrigues Trindade, explicou que a testemunha disse que dois homens em uma motocicleta vermelha chegaram anunciando o assalto. “Em seguida o amarram com pedaços de fios e depois levaram a jovem para um local mais afastado. Ela teria reconhecido uma dos criminosos e falou o nome, sendo morta com a arma branca”, conta.

Ainda segundo o comandante, o homem, que tem 37 anos, disse que conseguiu se desvencilhar dos fios e fugiu. “Ele contou que depois de matar a jovem, os suspeitos foram para cima dele, conseguindo fugir pelo matagal e chegar a uma fazenda, onde pediu ajuda para falar por telefone com uma tia, que ligou pra sobrinha da vítima acionando a PM”, disse. Familiares da vítima não aceitam a versão e dizem que ela reconheceu um dos suspeitos e disse o nome dele. Se ela falou o nome do suspeito, então o seu companheiro ouviu. No seu depoimento à polícia, o companheiro disse não saber o nome. Se ela realmente tivesse falado o nome do acusado, o mesmo teria matado os dois para não serem denunciados.

Suspeitam, pois, de armação do marido. Há até versões que dizem que ele a matou e contou essa história para desviar a linha investigativa da Polícia Civil. Dizem ainda que ele queria se separar dela, mas ela o ameaçou dizendo que o denunciaria, já que ela era menor de idade. O corpo da adolescente chegou ao Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe na madrugada deste sábado (1) e até o início da tarde aguardava os familiares para ser liberado. O caso foi registrado na Delegacia do município de Lagarto (SE).

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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