Escassez de mão de obra gera vagas nas áreas de Tecnologia da Informação

      Nos últimos anos, o Brasil vem passando por tempos difíceis quando se fala em empregabilidade. Diante disso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o mês de fevereiro, o Brasil possuía 13,1 milhões de desempregados. Entretanto, em contraste a estas dificuldades, quando falamos de Tecnologia da Informação e Comunicação, os problemas que ocorrem estão ligados à falta de mão de obra qualificada.

      Nesse contexto, analisando o número de vagas para este ramo no país, em fevereiro de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, ocorreram 14,5 mil contratações contra 13,9 mil demissões mostrando um saldo aproximado de 600 empregos gerados ano passado, e, para o mesmo período de 2019, foram 16,9 mil contra 14,6 mil, totalizando em 2,3 mil novas vagas geradas. Se compararmos os dois anos, vemos que há um aumento próximo a 300% em 2019. É o que mostra a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro–PR) junto com o departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Para a obtenção dos dados, foram analisados os seis principais estados geradores de emprego no setor, que somam 80% do pessoal de Tecnologia da Informação: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Em 2018, de acordo com a Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, a área de emprego é responsável por 7% do PIB (Produto Interno Bruto) e tende a proporcionar 420 mil novos empregos entre 2018 e 2024.

    Segundo o diretor de relações institucionais da Brascom, Paulo Sergio Sgobbi, sobram vagas no setor por falta de mão de obra: “Existem alguns problemas: um deles é a desconexão geográfica de onde se forma e onde se demanda. Por exemplo: São Paulo representa 45% do mercado de TI no Brasil, e forma insuficientemente para a quantidade demandada. O oposto ocorre na Bahia, por exemplo, onde se forma muito mais gente do que se contrata”, disse.

 

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