Escola de Antas do Raso, em Paripiranga, é finalíssima da Olimpíada Nacional de História

A equipe finalíssima da ONHB – Olimpíada Nacional de História, da Escola Maria Dias Trindade (foto: EAH)

A Escola Municipal Maria Dias Trindade fica localizada no povoado Antas do Raso, município de Paripiranga, na Bahia. É uma escola como todas aquelas espalhadas pelo estado, que carece de cuidados maiores das autoridades e que tem uma equipe extraordinária de profissionais da educação, além de alunos motivamos para aprender. A escola é a prática de um alunado criativo e inteligente. A prova disso é a mais nova conquista da instituição, com uma equipe, a Anjos Historiadores, conquistando um espaço na finalíssima da Olimpíada Nacional de História.

Mas a conquista não foi assim por acaso. Como tudo feito para dar certo, começou bem cedo. Desde 2014 a professora Maria Leide dos Santos vem tentando com seus alunos encontrar o mapa da mina. Este ano, ao lado dos alunos Emerson Santos, Karyna Silva e Josefra Edilza Santos Freitas, finalmente o objetivo foi atingido. Estão entre as 421 equipes finalistas. Para chegar a tal feito, os Anjos Historiadores da Escola Maria Dias Trindade enfrentaram 7 fases da olimpíada, da 0 à 6ª. Este é o 12º ano da Olimpíada Nacional de História e a escola é a segunda do município de Paripiranga a chegar a uma final. A outra escola foi a Roberto Santos, na sede do município, em ano anterior e também este ano com mais três turmas.

Sabendo do significado desta conquista, a diretora da escola, Valdiclécia Duarte Teles, agradeceu aos Anjos Historiadores do Maria Dias Trindade pela façanha, enaltecendo o papel da professora Maria Leide e a dedicação dos alunos Emerson, Karina e Edilza. Além disso, a dirigente agradeceu a colaboração de Lucas Jesus, denominado por ela como parceiro da escola. Em época de difusão do negacionismo, colocando em risco todas as conquistas obtidas pelo ser humanos ao longo de séculos, ver o esforço de uma equipe, de uma escola encravada no sertão baiano, alcançar a final de um prêmio nacional, não pode ser visto como um acidente ou sorte. É a prova inconteste de que temos talentos e inteligência e que precisamos ainda mais investir em educação.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

Deixe uma resposta