Heliópolis perdeu 755 votos em 4 anos, mas QE deve subir

Quociente eleitoral pode ficar em torno dos 1.100 votos para eleger uma cadeira na Câmara de Heliópolis.

O eleitorado de Heliópolis em 2020 é menor que o divulgado em 2016. No ano da reeleição do prefeito Ildinho, Heliópolis contava com 12.211 eleitores. Com o recadastramento biométrico, o eleitorado diminuiu este ano para 11.456 votantes. A explicação para o fato é bem simples e guarda ligação com o alto número de eleitores já falecidos, outros que não regularizaram os títulos a tempo, muitos fronteiriços que resolveram voltar ao antigo colégio eleitoral e os que vivem em outros estados e optaram por votar onde moram. Somado tudo isso, encolhemos 755 possíveis eleitores.

O acontecimento não chega a ser negativo porque houve o enxugamento do eleitorado e isso fará com que as abstenções caiam sobremaneira. Se levássemos em conta os números percentuais da última votação municipal, teríamos 2.162 (abstenções), 288 (votos nulos), 90 (votos em branco), num total de 9.294 votantes e apenas 8.916 votos válidos. Isso levaria o quociente eleitoral para apenas 990 para eleger uma cadeira na Câmara Municipal. Não acreditamos que será tão pouco.

O mais correto seria trabalhar com o crescimento real do eleitorado crescente. Na eleição municipal de 2012, o eleitorado de Heliópolis era de 11.266 eleitores. Já em 2016, pulou para 12.211, um crescimento de 945 votantes, ou cerca de 8,4% de crescimento. Aplicando este mesmo percentual entre os votos válidos de 2016, teríamos hoje cerca de 9.700 votos apurados, o que elevaria o quociente eleitoral para 1.078 votos para eleger uma cadeira na Câmara. Estes números se aproximam mais da realidade futura, já que o QE de 2016 foi de 1.064 votos.

A última conta deve ser feita levando como realidade o QE das últimas eleições. Em 2012 o QE (quociente eleitoral) foi de 995 votos para eleger 1 vereador. Em 2016 pulou para 1.064, um crescimento em torno dos 7%. Aplicando tal percentual sobre o anterior, teríamos um QE de 1.148 votos. Este quociente elevaria o eleitorado apurado para 10.332 votos válidos. Estes números podem ser atingidos caso haja baixa abstenção, algo inferior a 8%, o que não é nenhum absurdo. O mais indicado é trabalhar com um QE em torno dos 1.100 votos.

Se as candidaturas novas vingarem, poderemos ter alguma renovação no quadro de vereadores. A tarefa não é fácil para os novatos que têm bom nome, mas precisam disputar com quem pratica assistência social. Os vereadores eleitos, em sua maioria, prestam serviços à população durante os quatro anos de mandato. Ana Dalva, Maria da Conceição, José Clóvis, Valdelício Gama, Manoel Rodrigues, Doriedson Oliveira, Claudivan Alves e Giomar Evangelista teriam, em tese, cadeiras cativas. Sobraria apenas uma para Fabiano Gama, Vitor Marrocos, Van da Barreira, João de Deus, Romilda, Rivonei, Dé Correia, Lúcia Santos, Professora Suiane, Raul de Ioiô, Gilmar Guerra, Zé do Sertão, Nilda Santana, Professor Roque, Igor Leonardo, Josefa Elza e Margarete. Mas há pessoas que apostam em três nomes novos para assumir a Câmara Municipal de Heliópolis em 2021. Será?

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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