Macri adota populismo na Argentina para não perder

Presidente argentino dá guinada populista para não perder eleição (foto: Jovem Pan)

A nossa desgraça é o populismo. Em nome do poder, dá-se tudo para continuar no comando. Isso não vale só para o Brasil. A nossa vizinha mais bela, a Argentina, passa por uma fase das mais amargas. Quem imaginava que Macri seria o início da recuperação de los Hermanos enganou-se redondamente. Depois de perder as prévias para um candidato peronista, Mauricio Macri pediu desculpas por seu aborrecimento após o revés eleitoral de domingo e anunciou medidas salariais para aliviar as consequências da inflação, em uma mensagem divulgada antes da abertura dos mercados, sacudidos por uma corrida cambiária.

Macri, que buscará a reeleição em 27 de outubro, dá uma guinada na sua política econômica e anunciou que haverá aumentos específicos para funcionários, redução de impostos para os trabalhadores e que o preço da gasolina será congelado por 90 dias. Seria mais ou menos que dizer: se eu perder vão fazer isso. Então, que seja agora isso usado em meu benefício e que Deus salve a Argentina.

Quanto ao aumento no salário mínimo, atualmente de 12.500 pesos, algo próximo dos 210 dólares, e que está abaixo do custo da cesta básica, o valor ainda não foi especificado. Mas a guinada populista para não perder a eleição pode trazer o maior salário mínimo dos últimos tempos, o que beneficiará diretamente dois milhões de trabalhadores.

Disse o atual presidente que sua tarefa é garantir a governança, mas não revelou que o verdadeiro motivo foi o resultado das primárias. Não quer perder fácil para Cristina Kirchner. O diálogo é o único caminho. A incerteza causou muitos danos e nos obriga a sermos responsáveis. Quero transmitir paz de espírito neste processo eleitoral que começou”, disse Macri em uma mensagem divulgada antes da abertura dos mercados, abalados por uma corrida cambiária, que afetou Bolsas no mundo inteiro.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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