Mais de 65 cidades de19 estados fazem atos em defesa da educação

Em Heliópolis, cerca de 200 estudantes fizeram passeata

Estudantes querem o fim dos cortes de verbas na educação (foto: Landisvalth Lima)

Várias cidades brasileiras registraram nesta quinta-feira (30) protestos em defesa da educação. Até por volta de 15h50, segundo o portal G1, atos foram registrados em ao menos 65 cidades de 19 estados e do Distrito Federal. Este é o segundo dia de protestos pelo país contra os cortes anunciados pelo governo federal para o setor. Os atos seguiram pacíficos por toda a manhã, mas houve confusão no início da tarde em Brasília. Durante um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes, a polícia usou spray de pimenta contra um grupo e um homem foi detido.

Em Heliópolis, os alunos do Colégio Estadual José Dantas de Souza, liderados pelo Grêmio Estudantil Novas Tendências, saíram pelas ruas protestando contra os cortes na educação. Tiveram a adesão de dezenas de estudantes do Colégio Waldir Pires e marcharam para o centro da cidade gritando palavras de ordem contra o governo. A passeata durou cerca de uma hora e foi encerrada às 15:30. Outros protestos contra os cortes na educação são registrados em diversas cidades da região. O mais significativo ocorreu na cidade de Feira de Santana.

Os primeiros atos pela educação no governo de Jair Bolsonaro ocorreram em 15 de maio. Nesta quinta-feira, parte dos manifestantes também protestava contra a reforma da Previdência. No último domingo (26), em uma onda de protestos que ganhou força após os primeiros atos pela educação, manifestantes foram às ruas em defesa de Jair Bolsonaro. Por volta de 13h daquele dia, 52 municípios de 12 estados e no Distrito Federal estavam tendo manifestações. Nesta terça, no mesmo horário, havia 55 cidades de 18 estados e no DF com atos.

A celeuma toda gira em torno de um decreto de março que bloqueou R$ 29 bilhões do Orçamento 2019. O governo federal contingenciou R$ 5,8 bilhões da educação. Desse valor, R$ 1,704 bilhão recai sobre o ensino superior federal. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado. Estes cortes e a suspensão motivaram os protestos de 15 de maio. Após os atos, o governo disse que liberaria mais recursos para a educação, mas manteve o corte já anunciado em março. Nesta quinta, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou que o governo reveja os bloqueios.

Para ver vídeo do protesto, dê um clique A Q U I.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

Deixe uma resposta