Morte de Mário do Judô completa seis anos sem solução

Mário do Judô foi assassinado há seis anos. Assassinos ainda não foram identificados. (foto: arquivo familiar)

Um dos assassinatos mais intrigantes acontecido no município de Serrinha está completando seis intermináveis anos. Sabe-se que a polícia está fazendo sua parte, mas tudo parece envolto em mistério. Mário Bento de Souza era uma das figuras mais conhecidas e queridas da cidade de Serrinha. Era professor de judô e taxista, conhecido popularmente por Mário do Judô. Foi morto aos 82 anos a pauladas, após uma corrida de táxi envolvendo um casal, que dizia pretender ir ao povoado da Isabel, na zona rural de Serrinha.

 O crime aconteceu na noite de quinta-feira, 9 de janeiro de 2014. O corpo foi encontrado na fazenda Berrador, próximo ao entroncamento de Lamarão. Tudo indica que Mário entrou em luta corporal com os assassinos, pois havia lesões típicas de pauladas na cabeça e braços. Os assaltantes, após o assassinato, fugiram levando o carro da vítima, um Parati, de cor prata, placa JRV-6909, licença de Serrinha. A viúva do Sensei Mário Bento, Francilene Silva, relata que o marido recebeu chamado de um casal que estaria hospedado em uma pousada na Avenida ACM. O destino seria o povoado da Isabel.  

A polícia ainda não conseguiu descobrir a identidade dos assassinos do judoca encontrado morto na manhã do dia 10 de janeiro daquele ano. O caso está sendo investigado pela Delegacia Territorial e Serrinha, por se tratar de latrocínio. A Polícia Civil parte do princípio de que os bandidos queriam o carro do judoca, mas o mistério é entender como é possível, com toda tecnologia que o estado dispõe, a não identificação dos assassinos. Seriam o crime perfeito? Fato é que Serrinha perdeu um de seus mais queridos personagens, e da forma mais misteriosa. É preciso acabar com o enredo desta narrativa sem fim, mesmo que saibamos que jamais haverá final feliz. 

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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