Mulheres são estupradas e seus bebês vendidos

A fome é uma das causas da desumana fábrica de bebês na Nigéria (foto: Exame)

Nós temos no Brasil uma enormidade de problemas, mas há países no mundo que não sabem o que é viver sequer em harmonia. É o caso da Nigéria, na África. Reportagem da BBC News Brasil indica que mulheres são estupradas e têm seus filhos vendidos. Várias mulheres foram resgatadas, com idades entre 15 e 28 anos, levadas para Lagos, capital do país, com a promessa de emprego. Ao chegar lá, foram colocadas em cativeiro e estupradas.

O elemento comum a todas as mulheres é a pobreza, o que contribui para que muitas mulheres sejam enganadas na Nigéria. “Uma mulher me buscou na rodoviária e me trouxe até aqui. No dia seguinte, fui chamada pela nossa cafetina, que me disse que eu não poderia sair da casa até o ano seguinte”, conta uma das mulheres resgatadas ao jornal nigeriano Vanguard. “Dormi com sete homens diferentes até descobrir que estava grávida. Me falaram que depois de dar à luz, receberia um pagamento generoso”, completou. Outra vítima relatou à BBC como foi mantida no estabelecimento contra sua vontade, e disse que não teve permissão para sair quando descobriu que seu bebê seria vendido. Outra mulher afirmou teve o telefone e dinheiro confiscados, e disseram a ela que não poderia procurar atendimento médico, apesar de seu Estado.

Fábrica de bebês

“O problema das fábricas de bebês na Nigéria é endêmico e existe há algum tempo. O caso de Lagos é muito triste, mas não é de forma alguma um fenômeno novo”, disse ao programa Africa Today, da BBC, Debbie Ariyo, fundadora da organização Africans Unite Against Child Abuse (AFRUCA). Segundo Ariyo, a proliferação desses estabelecimentos se deve a três fatores fundamentais. O primeiro é a pobreza nas áreas onde muitas dessas jovens vivem. O segundo é a rejeição que essas mulheres sofrem das famílias quando engravidam, sendo forçadas a deixar suas casas em busca de ajuda. O terceiro, e mais importante, segundo Ariyo, é a falta de uma estrutura firme no país que seja capaz de deter, controlar e impedir o surgimento desse tipo de negócio.

Em abril de 2018, 100 meninas e 62 meninos foram resgatados pelas autoridades de uma “fábrica de bebês” e dois orfanatos não-oficiais em Lagos. Alguns bebês e crianças mostravam sinais de abuso sexual. O marcado é lucrativo. O meninos são vendidos por cerca de US$ 1,4 mil. Em 2013, a polícia resgatou 17 adolescentes grávidas e 11 bebês de uma casa no Estado de Imo, no sudeste do país. As jovens afirmaram terem sido estupradas por um único homem.

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Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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