Nísia Floresta – pioneira do feminismo no Brasil
Nísia Floresta (1810–1885) foi uma das primeiras vozes feministas do Brasil, escritora, educadora e defensora dos direitos das mulheres, dos indígenas e dos escravizados. Seu nome de batismo era Dionísia Gonçalves Pinto, mas ela adotou o pseudônimo “Nísia Floresta Brasileira Augusta” para assinar seus textos. Nascimento: 12 de outubro de 1810, em Papari (hoje Nísia Floresta), Rio Grande do Norte. Pertencia a uma família de proprietários rurais. Desde jovem demonstrou interesse por literatura e filosofia, algo incomum para mulheres de sua época.

Em 1832 publicou “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, considerado o primeiro texto feminista brasileiro, inspirado em Mary Wollstonecraft. Escreveu obras sobre educação, filosofia e sociedade, sempre defendendo maior espaço para as mulheres. Foi colaboradora em jornais e revistas, onde discutia temas como emancipação feminina, abolição da escravidão e valorização da cultura indígena.
Nísia Floresta fundou ainda colégios voltados para meninas, defendendo que elas deveriam receber educação completa, não apenas voltada para tarefas domésticas. Lutava para que as mulheres pudessem participar da vida intelectual e política do país. Viveu parte da vida na Europa, especialmente em Paris, onde manteve contato com intelectuais e filósofos. Escreveu em francês e português, ampliando sua influência além do Brasil. Foi contemporânea de grandes debates sobre direitos humanos e participou deles com sua escrita.
Faleceu em 24 de abril de 1885, em Rouen, França. Seu legado é o de uma pioneira do feminismo no Brasil, que abriu caminho para gerações posteriores de mulheres intelectuais e militantes. Hoje, é lembrada como símbolo da luta pela educação feminina e pela igualdade social, mas ainda pouco conhecida pelo público.
