Economia

O salário mínimo do Brasil é bom?

Uma pergunta que nunca mais foi feita no Brasil depois que nosso salário mínimo deixou de ser coisa inferior a 100 dólares. Após a era do Real, a remuneração mínima do trabalhador passou a ter crescimento acima da inflação, principalmente nos governos do PSDB e PT. Com Temer e Bolsonaro, o salário mínimo se manteve em valores estáveis. Entretanto, cabe questionar: Em relação aos nossos vizinhos, nosso salário mínimo é bom?

Em reportagem feita pelo jornalista Vítor Gonçalves, publicada ontem no Diário da Região, de Ribeirão Preto-SP, há uma resposta a este questionamento. E foi a presidente do México, Claudia Sheinbaum, quem tocou na ferida ao publicar um dado nas redes sociais que escancara o maior problema do Brasil: a desigualdade social. O estudo em questão registra o avanço do salário mínimo mexicano e a estagnação do brasileiro.

Levantamento indica que o México pulou da sexta para a terceira posição do ranking dos maiores salários mínimos da América Latina, isto levando em conta os valores em dólares. Com um salário mínimo mensal de 536,62 dólares, o país só fica atrás do Uruguai (629,04 dólares) e do Chile (565,95 dólares). E o Brasil? Onde está posição do nosso salário mínimos. Antes, é preciso saber quais os países que produzem mais riquezas. O ranking do PIB é o seguinte: Veja a

Lista das 10 maiores economias da América Latina em 2023:

Brasil: US$ 2,13 trilhões

México: US$ 1,81 trilhão

Argentina: US$ 621,83 bilhões

Colômbia: US$ 363,84 bilhões

Chile: US$ 344,4 bilhões

Peru: US$ 264,64 bilhões

República Dominicana: US$ 120,63 bilhões

Equador: US$ 118,69 bilhões

Porto Rico: US$ 117,52 bilhões

Guatemala: US$ 102,77 bilhões

Portanto, o Brasil é disparado a maior economia da América Latina. Então, deveríamos ter os melhores salários, certo? Não é bem assim. A desigualdade social gritante, a concentração de renda aviltante e a corrupção endêmica jogam o nosso salário lá para baixo. O Brasil sequer figura entre as dez primeiras posições e ocupa apenas o 14º lugar, com 307,99 dólares.  

A reportagem deixa claro que, embora seja capaz de apresentar um PIB estimado em US$ 2,13 trilhões, o país fica para trás quando o assunto é a diminuição da desigualdade. Diferente do México, que ficou em segundo no relatório do FMI e recentemente galgou posições em relação aos maiores salários mínimos da região. Os números chamam a atenção, uma vez que a desigualdade social acarreta em uma série de problemas, como marginalização, aumento de violência e criminalidade, além de limitar o acesso a serviços básicos como moradia, saúde e educação.

Quando alguém lhe disser que o salário mínimo brasileiro é bom, apresente estes números. Pior é que ainda há políticos e economistas que colocam o salário mínimo brasileiro como o vilão do desenvolvimento nacional, do mesmo jeito que afirmam que empresários pagam muitos impostos no Brasil. Enquanto estas falácias dominarem o debate econômico, no Brasil, pobre continuará pobre e os ricos ficarão mais ricos.

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