O saudoso Wilson

                                                                                                                 José Socorro

Wilson de Catarino bem jovem

Hoje, Heliópolis se despede de uma das pessoas mais notória entre todos os munícipes. Trata-se do ilustre Wilson de Catarino, como assim era conhecido. Ele era um dos 8 filhos do casal Catarino e Mariana. O personagem exerceu múltiplas funções ao longo da sua vida. Ainda jovem foi morar em Feira de Santana, onde serviu ao Exército brasileiro por 10 meses, lotado no 35° BI – Batalhão de Infantaria, fato ocorrido na década de 70. Depois desse período o mesmo retornou para sua terra natal e daí começou a fazer diversos trabalhos notórios, como peças teatrais no antigo clube de seu Rosário, organizou por anos as quadrilhas juninas, ornamentou as primeiras festas do nosso grande São Pedro, participou de forma maciça dos casamentos caipiras que ocorriam tradicionalmente nos eventos juninos. Era também ornamentador de casamentos e formaturas e realizava por prazer a arrumação dos altares das igrejas da sede e demais localidades. Também era jogo duro na organização das filas das procissões e sempre requisitado para vestir os defuntos e bater o sino da igreja local.

Wilson de Catarino, ainda bem moço

Mantinha Wilson de Catarino a tradição de fazer a festa de Cosme e Damião, onde dezenas de crianças eram convidadas para saborear o tradicional caruru, sem esquecer as memórias de flores que ele fazia para o dia de finados e para findar suas atividades. Por décadas manteve o seu tradicional bar em atividade, e por igual tempo era um ambiente dos amigos e de uma turma que se reunia quase todos os dias para bater um velho carteado. Wilson ele era um amante da pesca e da caça. Também um apaixonado pelo Esporte Clube Vitória. Formou-se no antigo magistério no final da década de 80. Deixa um filho , o jovem Ulisses.

Por mais de 70 anos, a sua família e amigos tiveram a oportunidade de conviver com o grande Wilson, e logo vai ficar na memória daqueles que conviveram as lembranças das suas ações e seus conhecidos bordões: Trepassa, injura! Hoje o seu corpo será sepultado, mas a sua trajetória ficará nos anais do município. Certamente deixou uma multidão de amigos e reconhecidos em toda região. Que nesse momento esteja ao lado do Senhor.

                 Obs: Algumas informações desse memorial foram dadas pelo próprio Wilson de Catarino há 23 dias, quando estive em sua casa para visitá-lo e fazer uma curta entrevista.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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