Ourolândia: aqui o mármore é o ouro!

Neste mais novo capítulo de Um Lugar no Sertão, Contraprosa chega ao município de Ourolândia, localizado no centro-norte da Bahia. A cidade é reconhecida como a Capital do Mármore Bege Bahia e faz parte da região de Jacobina como um polo estratégico para a extração mineral e energias renováveis. Ourolândia tem uma área territorial de 1.544,988 km², onde vive uma população de 19.243 pessoas, censo de 2022, o que permite uma densidade demográfica de 12,46 hab./km². Para o ano de 2025, o IBGE estimou sua população em 20.141 pessoas. O município faz limites com Umburanas, Mirangaba, Jacobina, Várzea Nova e Morro do Chapéu. Sua distância para Salvador é de 416 km.

A história da formação de Ourolândia começa, claro, com os índios de diversas etnias, com destaque para o povo indígena Paiaiá, grupo pertencente aos tapuias. Viviam entre Jacobina e o Vale do Paraguaçu, ocupando uma área conhecida como Sertão das Jacobinas. Os aldeamentos deixaram o território num vazio imenso até a chegada dos fazendeiros. O surgimento de Ourolândia começou com uma pequena fazenda chamada Engenho Velho, núcleo populacional formado por três famílias de posseiros: os Casemiro, os Aurora e os Dias Gama. Cultivavam agricultura de subsistência e a cana-de-açúcar. A área pertencia ao município de Jacobina.

Mas não foi a agricultura de subsistência que fez o lugar crescer. Começaram a extrair, de forma artesanal, o mármore. O crescimento desta atividade de mineração fez com que o povoado recebesse o nome Ouro Branco. A partir daí a povoação prosperou. Em pleno regime ditatorial, o povo já pensava na emancipação de Ouro Branco, mas a efetivação só aconteceu pela Lei Estadual n.º 5.017, de 13 de junho de 1989, que criou o município de Ourolândia, com um único distrito, desmembrado de Jacobina. O novo nome foi necessário para não confundir com tantos iguais espalhados pelo país. A implantação oficial correu em 1º de janeiro de 1990.

Então é fácil imaginar quem comanda a economia de Ourolândia: A extração e o beneficiamento da rocha ornamental Mármore Bege Bahia. Há projetos de lei recentes visando oficializar Ourolândia como a Capital Nacional do Mármore Bege Bahia para atrair mais investimentos. Além disso, a região tem recebido grandes investimentos em parques eólicos, gerando novas oportunidades de emprego. Outra informação importante é que Ourolândia integra o Mapa do Turismo Brasileiro e oferece atrativos naturais ligados à Chapada Diamantina. Entre os quais destacamos o Poço Verde – um dos principais cartões-postais, conhecido por suas águas cristalinas e área de preservação; o sítio arqueológico Toca dos Ossos; a Cachoeira da Pingadeira, além de um calendário de festas tradicionais, como o São João e o Santo Antônio.

Apesar de não ter distritos, Ourolândia tem povoados importantes que compõem a dinâmica social e econômica da região. Destacamos Alagadiço, a maior e mais conhecida do interior do município, próximo da cidade de Umburanas. Vale ainda citar Baixa do Meio, Lagoa do 33, Catarina, Casa Nova e Cana Brava. O município é servido pelas rodovias BA 368 e BA 370/220, tem um comércio ativo e um povo alegre e receptivo. A cidade tem a companhia constante do rio Vereda da Tábua, afluente do rio Salitre. Visitar Ourolândia é uma opção quase que obrigatória.
