Pedro Jorge de Melo e Silva
Pedro Jorge de Melo e Silva nasceu em Maceió no ano de 1946 e foi assassinado em 1982, aos 35 anos, em Olinda (PE), por sua atuação nas investigações do Escândalo da Mandioca. Pedro Jorge foi procurador da República em Pernambuco. Ele se tornou símbolo da luta contra a corrupção e da violência sofrida por agentes públicos que enfrentavam elites locais.
Ainda muito jovem, Pedro migrou de Maceió para o Recife com a finalidade de estudar. Foi seminarista e depois se decidiu pela carreira acadêmica, tendo sido o primeiro lugar no vestibular de Direito da UFPE. Após se formar em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, aos 29 anos, foi aprovado com destaque num concurso público para uma vaga de procurador da República, atuando em casos de corrupção e fraudes financeiras.
Pedro Jorge de Melo e Silva investigava o Escândalo da Mandioca, esquema de desvio de recursos agrícolas em Floresta (PE), envolvendo políticos, fazendeiros e militares. Era casado com Maria das Graças Viégas e Silva e tinha 2 filhas: Roberta (4 anos) e Marisa (3 anos).
Descrito como jovem idealista, dedicado ao serviço público e à defesa da legalidade, Pedro foi assassinado em frente à panificadora Panjá, com três tiros à queima-roupa, no bairro Jardim Atlântico, Olinda (PE), em 3 de novembro de 1982. O assassino foi o pistoleiro Elias Nunes Nogueira, de Serra Talhada, contratado pelo ex-major da PM José Ferreira dos Anjos, envolvido no Escândalo da Mandioca.
Em 2023, o Senado aprovou sua inclusão no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, honraria concedida a brasileiros que dedicaram a vida à defesa do país.
