Por que tanta polêmica?

                                                                         José Socorro*

José Socorro questiona a polêmica em torno da reforma da praça Honorina Alves (foto: Facebook do autor)

A nossa cidade está sendo contemplada com mais uma praça, sendo que a primeira é um local de eventos festivos grandiosos, cuja esta foi a principal finalidade. No entanto, muitos de nós usufruímos daquele espaço para as práticas de exercícios físicos e caminhadas, além dos jovens e crianças que encontram ali um ambiente propício para diversos movimentos lúdicos.

Lembro-me de que aquela construção foi alvo de muitas críticas infundadas, sem realmente termos a real noção de como iria ficar. Eu fui um dos críticos e hoje visualizamos e temos de verdade uma linda praça de eventos, que está entre as melhores e aconchegantes da região.

Que no futuro próximo tenhamos, no antes açougue, a revitalização e que reutilizem aquele espaço físico para anexar todas as secretarias municipais, deixando assim de pagar tantos aluguéis sem a real necessidade. Pode-se ainda utilizar alguns m2 para a implantação de aparelhos e barras para para prática de exercícios (academia pública). Para ficar completamente 100%, que fosse aplicada uma camada de borra asfáltica da entrada principal até o calçadão.

Mas, o que estamos vendo e ouvindo nas redes sociais são críticas pertinentes ao momento político. Lógico que é triste ver as derrubadas de tantas árvores, que por anos foram o suporte de muitas pessoas e das aves que têm como aconchego natural os seus galhos.

No entanto, é preciso compreender que são efeitos colaterais para que a futura praça se adeque ao projeto de urbanização. É preciso deixarmos a demagogia à parte e torcermos para a evolução da nossa cidade. É visível que, no período eleitoral, a resolução das demandas tem maior atenção dos gestores, e aí tudo acontece com maior agilidade.

O importante é que tenhamos mais uma praça e que façamos bom uso dela no futuro; que saibamos preservá-la também. Naturalmente deverão plantar outras espécies de árvores que sejam compatíveis com as adequações.

Parabenizo a nós heliopolenses por mais esta conquista, e aos nossos representantes políticos, sejam situação ou oposição. Todos têm serviços prestados ao município, logicamente que alguns com mais relevância.

Zé do Sertão, Aroaldo Barbosa, Genival Nunes, Valter Almeida e Ildefonso Fonseca estão inseridos dentro da história política de Heliópolis. Cada um com a sua particularidade administrativa. Quem tem algumas dezenas de anos, conhece a postura política de cada um deles.

Não se pode falar do executivo sem mencionar o legislativo. Tivemos aqui também muitos (as) parlamentares que deram a sua contribuição para o desenvolvimento do nosso município, tão quanto os (as) atuais, que na sua luta diária vem tentando dar suporte ao seu público.

Portanto, vamos pedir que as administrações consigam muitos recursos para que a nossa cidade fique bonita e que os povoados e outras localidades recebam a devida atenção do poder público. E, após as conquistas, que nós como cidadãos não destruamos por caprichos políticos, porque essa conta vem sempre para o nosso bolso.

A campanha na prática começou. As duas chapas majoritárias estão formadas e todos os candidatos são pessoas de bem, que merecem a nossa respeitabilidade. Não estamos mais na época do coronelismo. Votamos em quem queremos ou por uma questão de honra. O que não se pode é sair por aí falando da vida pessoal do candidato A ou B.

Que os postulantes aos cargos de prefeito, vice e parlamentares tenham saúde e serenidade para enfrentarem mais uma batalha de campanha. E nós, como eleitores, façamos o nosso dever de forma democrática.

*José Socorro é funcionário público e colaborador do portal Contraprosa.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

Deixe uma resposta