Poucas & Boas

Poucas & Boas 131: Feliz 2026!

Mistério do banco I

Heliópolis está completamente sem a presença de um único banco. Agência nunca teve, mas havia um braço do Bradesco que facilitava a vida dos aposentados e pensionistas. Agora, nem isso. Muitos precisam se deslocar para Poço Verde-Se ou Cícero Dantas-Ba para sacar o benefício. Curioso é que há um grande mistério em torno da ausência de uma agência bancária em Heliópolis. Cícero Dantas tem 30 mil habitantes e possui 4 agências bancárias: Nordeste, Brasil, Bradesco e Caixa. Ou seja, menos de 8 mil habitantes para cada agência. Heliópolis, com 13 mil pessoas, não tem mais nem mesmo um ponto bancário. É osso!

Mistério do banco II

Sabemos que tem o dedo da administração ou a ausência dele nesta ausência de agência bancária em Heliópolis. Somente a folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Heliópolis daria para manter uma agência por aqui. Há bancos que oferecem 1 milhão de reais só para ficar com esta fatia do nosso mercado. Certa feita, no governo Ildinho, houve a transferência dos recursos da folha de funcionários para a Caixa. Um ponto eletrônico chegou a ser implantado na cidade e não foi à frente. Falta boa vontade do poder público.

Mistério do banco III

Só a nível de comparação, é verdade que somos pobres. É verdade também que a distância de 13 km para Poço Verde é outro fator que pesa para justificar a não instalação de uma agência bancária. Além disso, com o processo de digitalização de tudo, só vai a uma agência alguém que tem questões pendentes. Ocorre que há municípios muito mais pobres que Heliópolis, com população menor, PIB menor, que tem uma ou até duas agências, inclusive Banco do Brasil. A distância é pouca para Poço Verde, mas se trata de outro estado. Por fim, nosso povo da zona rural ainda não domina a tecnologia a ponto de se libertar da obrigação de ir a uma agência.

Concurso

A prefeitura municipal de Ribeira do Pombal está abrindo concurso público para professores. A notícia deveria ser comemorada, mas o concurso é REDA. Ou seja, não garante efetividade do concursado. É lamentável como ainda tem políticos pensando no controle político de professores. Sabem que, uma vez efetivos, não devem satisfação a coronéis, mas à sua consciência profissional. Pior é que este tipo de político tem aí aos montes e a população não consegue se livrar deles. O voto consciente é difícil. O mais comum é o pautado na vontade.

Tetti Brito

O Ministério Público pegou no pé de Tetti Brito, prefeita de Ribeira do Amparo. A denúncia feita pelos adversários foi abraçada pelo MP Eleitoral de Cipó e o processo segue. Contraprosa arrisca uma aposta certa: não vai dar em nada. Não que haja a certeza de a prefeita não tenha comprado votos. Nessa região, é a praga mais difundida. Quem mora em Heliópolis sabe detalhadamente o que é isso. Mas Tetti já deu o pulo do gato e fechou com Jerônimo. Até a eleição, o cargo está garantido. Curioso é que em Heliópolis está tudo azul. Nada acontece, de bom ou de ruim.

Poço Verde

Um aliado de Roberto Barracão tem se queixado de ter sido abandonado pelo atual prefeito. Tudo que foi combinado não foi cumprido e o aliado tem baixado a cabeça desesperançado. Curioso é que o próprio Roberto Barracão chegou ao cargo de prefeito exatamente por uma injustiça causada pelo prefeito anterior. Então, se tudo se repete, quem sabe se a cadeira de prefeito não está pronta para este injustiçado?

Coletivo X individual

Tal queixa do aliado de Roberto Barracão tem se repetido em todas as eleições na nossa região. Os conchavos, acordos, promessas e periféricos que acontecem sempre estão relacionados a conquistas individuais, nunca coletivas. Ainda não vi, por exemplo, um vereador ou líder político aderir a determinado prefeito e exigir dele calçamento, rede de esgoto, escola de qualidade, melhoria no atendimento… Coisas que beneficiem a coletividade. O foco são os cargos, dinheiro, prestígio político e por aí vai. Nada vai melhorar.

Boas festas!

Nem mesmo o fim de ano escapou das artimanhas e brilhos da administração pública de Heliópolis. A frente da igreja do Sagrado Coração de Jesus está ornamentada e cheia de luzes natalinas. Brilhavam intensamente os 107 mil reais supostamente gastos. Enchiam de satisfação os olhos dos passantes e os bolsos de uns poucos. O superfaturamento não causa mais espanto, nem mesmo protestos. O povo está conformado, a oposição morta e o dinheiro público sequestrado. Fim de ano com o mesmo disco de sempre. Se ainda puder, tenha um 2026 pujante!

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