Poucas & Boas: A mentira, o sindicato do crime, o Babão, a Boneca de louça e o Lombardi

A mentira com Doutorado

Nem tudo que o ex-presidente Lula falou era mentira. Algumas poucas verdades pronunciadas por ele são profundas e, ironicamente, uma delas é justamente sobre a mentira. Dizia Lula que uma mentira mal contada força o sujeito a contar uma mentira nova para corrigir a anterior. O governo Bolsonaro pode ser qualificado como aquele que sempre está mentindo para corrigir mentiras anteriores. Mas nem Lula nem Bolsonaro conseguirão um dia tirar o mais alto lugar ao pódio de Carlos Decotelli. O novo futuro ex-ministro da educação é uma farsa. Nunca teve Pós-doutorado porque nunca concluiu seu doutorado. Seu mestrado é cercado de suspeitas de imperfeições e, como noticiou O Antagonista, 3 de cada 4 palavras é puro plágio. Além disso, mostrou-se sempre um aluno pouco aplicado. Sua faculdade de economia começou em 1973 e só foi conluída em 1981. Nem os ou as presidentes da UNE chegaram a tanto. Em suma, Decotelli teria tudo para ser o exemplo do negro que, mesmo num mundo cheio de pedras no meio do caminho para quem é preto, conseguiu galgar ao mais alto posto da educação brasileira. Só foi sem nunca ter sido. É mais uma farsa das tantas que ainda perduram na nossa educação. Sua demissão, infelizmente, não corrige as outras grandes farsas.

Projeto das Fake News

E por falar em mentira, o polêmico projeto das fake news conseguiu não agradar ninguém. O relator, senador Ângelo Coronel (PSD – Bahia) fez muitas alterações para agradar a determinados setores, mas ainda há muitos senões. O governo já disse que votaria contra, orientado pelo Líder Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O voto contra, neste caso, tem blindagem certa: os filhos do presidente. Curioso é que tudo onde há mentira tem proximidade com Bolsonaro. Foi feliz o jornalista Felipe Moura Brasil quando disse que a vitória de Flávio Bolsonaro, que conseguiu transferir seu processo para a instância especial era um foro especial fake. Parece que tudo é fake em Brasília. Até curriculo eles conseguem falsificar.

Gabinete do crime

Tonhão

O G1 publicou que a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta terça-feira (30) a Operação Tânatos, contra denunciados por chefiar o Escritório do Crime. O grupo, formado por policiais, ex-policiais e milicianos, é investigado por uma série de execuções. Hoje foram presos os irmãos Leandro e Leonardo Gouvêa da Silva. Apesar de nomes de cantores, a dupla é conhecida por Tonhão e Mad. Eles foram os substitutos do chefão Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, morto em confronto com a polícia em fevereiro deste ano, na Bahia, aqui perto em Esplanada. Há probabilidades concretas de que a contratação para matar a vereadora Marielle passou por esse “escritório do crime”. Ronie Lessa, o companheiro de Condomínio de Bolsonaro, foi o autor do assassinato. É muita coincidência as relações de Adriano da Nógrega com Flávio Bolsonaro, inclusive recebeu uma honraria do então deputado estadual. Se Carlos Bolsonaro pode ter criado o gabineto do ódio no Palácio da Alvorada, Flávio Bolsonaro pode ter criado um Gabinete do crime na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Nada mais surpreende!

A novela do vice

José Mendonça (PL)
Thiago (PSD) e seu Vice Ronaldo (PDT)

A candidatura de Thiago Andrade (PSD) é daquelas abençoada pelos unguentos das possibilidades. A eleição ainda está longe de estar decidida, mas Thiago está causando um estrago tão grande na chapa de José Mendonça (PL) que, falando assim, parece propaganda partidária. E olhe que o candidato do PSD não moveu uma palha para que isso acontecesse. Tudo é barbeiragem dos partidários do PL que casaram com Zé do Sertão e querem continuar agindo como solteiros. A novela da escolha da vice está longe de acabar. Na verdade, tudo está nas mãos de Nilda Santana, que não foi convidada para decidir nada. Agora, sabendo que entrou numa fria, e ainda levou Professor Rocky e o vereador Claudivan, Zé do Sertão fica batendo em sua rádio nas mesmas teclas. Praticamente só fala em Mendonça e Dona Nilda. Quando quer criticar seus colegas do mesmo grupo, chamam-nos de Babão, Lombardi, Boneca de Louça, Cocadinhas pretas e Cocadinhas Brancas e a vendedora destas cocadas. Tudo muito confuso, como sempre foram os discursos do atual vice-prefeito.

Decifrando os códigos

Wagner da Farmácia
Igor Leonardo
Paola de Oliveira

Para solucionar o problema de interpretação do que disse o vice-prefeito em sua rádio, chamei o filósofo político e decifrador de códigos eleitorais, o conhecido Tezinho. Para quem não conhece, ele é filho de Zé Mole e Dona Maria. Quem quiser descobrir segredo, fale com Tezinho. Foi quem disse que o Babão é Wagner do povoado Farmácia; Lombardi e o candidato a vereador Igor Leonardo e Bonequinha de Louça é Paola, neta de Dona Detinha, que mora hoje no Espírito Santo. Tezinho faz questão de dizer que se trata de suposições, mas ele arrisca dizer o tabuleiro de cocadas prestas é Dona Nilda. E o que isso quer dizer, ninguém sabe. Para evitar interpretações errôneas, bem que o vice-prefeito poderia dar nomes aos bois. Ele está com medo de falar a verdade?

Nilda com o MDB

Está publicado no portal do TSE a nova Comissão Provisória do MDB – Movimento Democrático Brasileiro – de Heliópolis. Nilda Santana continua presidentíssima. Os outros membros são José Feliciano, Raí dos Santos, Dagilson José e Joaquim Gonçalves. Claro que tudo pode ser mudado a qualquer hora, mas a validade vai até 28 de setembro. Moral da história: um vice-prefeito de nome José Emídio Tavares de Almeida Santos tem menos poder político que Dona Nilda. Ouvindo as pessoas, todos indicam que lamentam apenas por Claudivan. E tem gente que ainda acha que Zé do Sertão é o dono do tabuleiro das cocadas brancas.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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