Poucas & Boas: Os Vikings, as mentiras e o provável

Vem aí a CIN

Há uma preocupação exagerada com o Centro de Inteligência Nacional – o CIN – que ajudará o Sistema Brasileiro de Inteligência, o nosso FBI. Ficam os petistas em redes sociais preocupados com esta mais nova criação de Jair Bolsonaro, chegando a compará-la com a Gestapo alemã da época nazista. Calma, gente! A Gestapo tinha planejamento, era pautada na ciência e no conhecimento. Embora usada para o mal, era eficiente. O governo Jair Bolsonaro é pândego, ineficiente e alimentado pelo negacionismo bárbaro. Qual é o projeto de governo do Capitão? É uma loucura desorganizada. E é uma desorganização tão grande que, agora, está ajudando inclusive o PT, quando joga granadas na direção da Operação Lava Jato. A CIN foi criada para proteger Bolsonaro e seus filhos. Na cabeça deles, proteção é saber dos podres dos outros. Por que o PT está preocupado? 

Santo Marcelo Deda

O ex-governador Marcelo Deda (foto: Instagram)

É curioso hoje ver certos políticos santificando o ex-governador Marcelo Deda, nome maior do PT em Sergipe, que morreu antes de solidificar as verdadeiras transformações necessárias ao estado. Da morte de Deda para cá, Sergipe só regrediu, mas o nome do simão-diense ainda é usado exemplo santo. Nem sempre esse uso é sadio. Desta vez, foi o prefeito de Poço Verde, Iggor Oliveira, a fazer uso da imagem do petista para saudar a lealdade. No vídeo postado do seu Instagram, Marcelo Deda diz que “quem não é leal ao seu companheiro, não é leal ao seu projeto. Quem não é leal ao seu projeto, dificilmente será leal ao povo”. O ex-governador se referia aos que têm projetos de melhoria para o seu povo. Faltou Iggor Oliveira completar com a apresentação de um projeto concreto para a transformação social, econômica, política e educacional de Poço Verde. Também faltou dizer que a lealdade é uma prática recíproca, porque hoje não há reis.

Os Vikings de Poço Verde

Na série da Netflix Os Vikings, já em sua 6ª temporada, há um enredo curioso que lembra muito a luta política em Poço Verde. Harald Finehair, interpretado pelo ator Peter Frazen, faz uma tramoia numa eleição feita pelos Lords e vence Bjorn Lothbrok, filho de Ragnar, interpretado pelo ator Alexander Ludwig. No caminhar da história, a Noruega será invadida pelos russos. Sabendo que, separados, ambos perderão a batalha, Bjorn se alia ao traidor para não ver seu país dominado por invasores. A situação cai bem para Iggor Oliveira e Roberto Barracão. Sem determinar quem é o traído ou o traidor, certo está em dizer que ambos, separados, podem perder. Isso porque lutam contra dois “invasores”: o passado de glória – representado por Edna Dória, esposa de Toinho de Dorinha- e o futuro promissor, representado por Lourinaldo Lisboa. E isso não quer dizer que a união seja garantia de vitória.

Mentira na moda I

Na política nacional, a mentira está no comando. Ela é usada de forma tão abusiva que já nem mais causa indignação. Funciona como pregação para devotos, e estes a consomem sem questionamentos. Mesmo em época de alta tecnologia, estão usando tal revolução para consolidar lorotas e falsidades. No episódio da análise das contas do prefeito de Fátima, mentira foi o que não faltou. É verdade que a Câmara Municipal tem mesmo que julgar as contas de Sorria. Mas porque o prefeito está tão zangado? Porque sabe que Rodrigo de Lourival tem nas mãos as armas para dar o troco ao Manoel Missias. É verdade também que o presidente da Câmara poderia fazer isso em outros tempos, mas nada impede que o faça logo. Afinal, o prato da vingança não precisa ser esquentado.

Mentira na moda II

Irado com Rodrigo de Lourival, o secretário de cultura e ex-parente próximo de Sorria, incentivou formação de aglomerações diante da Câmara Municipal durante a sessão extraordinária, convocada na última sexta-feira (31). Mentiu aos seus colegas seguidores de Sorria de que aquilo não daria em nada. Não só mentiu como comprometeu os advogados que ele disse ter consultado, porque a Lei diz o contrário. Repetiu a mentira em entrevista na Rádio Regional e vai continuar mentindo para sempre justificar uma mentira anterior. Outra mentira foi a do prefeito Sorria. Disse o alcaide que ainda pode recorrer da decisão do TCM, o que não aconteceu, por exemplo, com as contas de Zé Grilo e Weldon. E ainda, para completar, chamou a sessão da Câmara de Fátima de palhaçada. Também se queixou do policial civil Alex Lúcio, convocado pelo presidente da câmara para dar segurança ao local. Afirmou o prefeito nas redes sociais que estava tomando providências contra o policial e deve ter inventado muita coisa contra o servidor da SSP-BA.

Secretários em campo

Com medo da derrota, o velho Sorria de guerra está usando de todos os recursos para não perder esta eleição para Binho de Alfredo. Embora isolado por contrair a Covd-19, colocou todos os seus secretários em campo para angariar votos. Só se vê fotos dos titulares das pastas com menções ao 40, ao lado de eleitores. Curioso é como a secretária de saúde está encontrando tempo para cuidar da pandemia e ainda pedir votos para o chefe. Ou o cuidado na saúde está falho ou ela não está fazendo bem o seu papel de cabo eleitoral. Se está fazendo os dois, então não está dormindo. O mesmo não se pode dizer de alguns outros secretários, o de cultura por exemplo, que não têm muito o que fazer.

Análise para hoje

Política é como nuvens, mas dá para fazer uma análise de como andam as coisas agora, ou pelo menos uma tendência. Para que não pensem que o Contraprosa está puxando sardinha para A ou B, ouvimos pessoas que acompanham a política em Heliópolis, Poço Verde-SE, Ribeira do Pombal, Cícero Dantas, Antas, Paripiranga, Adustina, Ribeira do Amparo, Fátima e Banzaê. Em todos estes 10 municípios há sempre um favorito, exceto em Cícero Dantas. Lá, Kael e Ricardo devem disputar palmo a palmo cada voto do município e pode acontecer tudo, até uma eventual disparada de um deles para o campo do favoritismo. Na terra do Barão de Jeremoabo, a eleição está aberta e tudo pode acontecer. Mas atenção! A análise é do agora. Amanhã será outro dia.  

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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