Sorria perde mais duas lideranças para Binho de Alfredo

Arlan e Ailton romperam com Sorria e apoiarão Binho de Alfredo (foto: Redes Sociais)

Não há candidatura que sofra mais perdas eleitorais na região que a do prefeito de Fátima, Manoel Missias Oliveira, o Sorria. Em política este processo é chamado de desidratação. Dizem os conhecedores práticos da política que, quando começa assim, não há remédio que venha a dar jeito. O prefeito perdeu dois braços da sua administração: Arlan Santos, uma espécie de chefe de muita coisa, auxiliar de primeira hora do prefeito. As razões de Arlan ainda não são conhecidas. O outro que saiu em debandada para apoiar Binho de Alfredo foi o secretário de transportes e infraestrutura, Ailton Oliveira. Este, que é concursado como operador de máquinas na prefeitura do município, afirmou que saiu mais “pelos puxa-sacos do prefeito do que pelo prefeito.” Foi uma escolha sem pressão, e nem precisou o candidato do PT pedir. Em vídeo, Ailton revela suas razões e diz que agora será 13 e não pede nada em troca.

Na eleição passada, Fátima estava escolhendo entre a juventude e talento de Binho de Alfredo e o populismo conservador de Manoel Missias. Agora, o populismo se derrete e desce ladeira abaixo. Já não há mais disputa. A eleição caminha para um massacre nas urnas. Há pessoas que não enxergam a realidade, tomadas pelo emocionalismo do enturmamento. Mas o eleitor tem direito de errar. Quem não pode errar é o político, o administrador. Ele está no controle e não pode perder a razão. Quanto mais se enrola, maior será a queda. Só vai ser relembrado novamente se o sucessor for pior. Exagero? Então é bom lembrar do ex-prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro. Quem se lembra mais dele? Qual o cargo que se elegeu depois que saiu da prefeitura? Pois é. Sorria está na mesma trilha. Seu esquecimento completo depende do trabalho que Binho fizer, se for eleito. Por fim, é bom sempre lembrar que o jogo só se encerra quando termina. A análise serve para o agora.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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