Um remédio contra a Covid-19, de fato!

Dexametasona foi o remédio que se mostrou mais eficiente na diminuição das mortes por Covid-19 (foto: Viva Bem)

O Brasil é um destes países que tem boa parte da população defendendo coisas inúteis. Há pouco tempo tivemos o presidente da república defendendo o uso de Cloroquina para cura da Covid-19. Quando descobrirmos um medicamento eficaz, talvez comecem a dizer que é ilusão ou mentira. Pois esta hora está chegando. Pesquisadores da Universidade de Oxford compartilharam nesta terça-feira dados preliminares de um estudo que identificou um medicamento anti-inflamatório, já disponível no mercado, que ajuda na recuperação de pacientes com Covid-19. Trata-se da Dexametasona.

Há quase 60 anos, a dexametasona é utilizada para aliviar inflamações e tratar doenças que requeiram ação imunossupressora como a artrite reumatoide, alergias, asma entre outras enfermidades. Trata-se de um glicocorticoide sintético que faz parte da classe dos corticosteroides. Conhecido também como corticoide ou esteroide, esse tipo de fármaco tem alto poder anti-inflamatório e imunossupressor, e é uma versão sintética dos hormônios produzidos pelas glândulas suprarrenais (adrenais), localizadas na parte superior dos seus rins, segundo informações do portal Viva Bem.

Segundo os estudiosos de Oxford, as mortes entre os pacientes em estado mais grave e que precisavam de assistência respiratória foram menores ao longo de um período de quatro semanas entre aqueles que se trataram com a dexametasona, na comparação com os que receberam o tratamento padrão. “Os resultados preliminares do estudo Recovery são muito claros: o remédio reduz o risco de morte em pacientes com complicações respiratórias graves. A Covid-19 é uma doença global, e é fantástico que o primeiro tratamento que reduz a mortalidade esteja instantaneamente disponível em todo o mundo”, disse Martin Landray, professor de medicina e epidemiologia do Departamento de Saúde da População de Oxford.

Para os pacientes que necessitam de respiradores, o risco de vida caiu de 40% para 28%. Entre os que recebem oxigênio, a redução do risco de vida foi de 25% para 20%. Para pacientes com sintomas mais leves da Covid-19, não houve grande diferença. Os estudos ainda estão em andamento para cravarem a veracidade científica, mas duvidamos que apareçam ideólogos do uso do remédio, exatamente porque ele é eficiente em muitos casos. Parece que, para muitos, só interessa aquilo que é inútil e perigoso.

Landisvalth Lima

Professor, escritor e jornalista. Editou os jornais A Voz da Região (Serrinha-Ba), Tribuna do Nordeste (Ribeira do Pombal-Ba) e A Voz do Sertão (Heliópolis-Ba). Trabalhou na Rádio Difusora de Serrinha e foi repórter colaborador dos jornais Correio da Bahia e Jornal da Bahia. É autor dos livros A mulher do Pé de Cabra, Cariri Sangrento e A Esquerda Bastarda (romances); Patologias Educacionais do Semiárido Baiano (Tratado) e O Avesso do Exato (poesia). Foi professor de Língua Portuguesa dos colégios Brasilia e Colégio do Salvador (Aracaju-Se), Waldir Pires (Heliópolis-Ba), Evência Brito (Ribeira do Pombal-Ba) e Colégio Professor João de Oliveira (Poço Verde-Se). Atualmente mantem o Landisvalth Blog, é professor e Vice-Diretor do Colégio Estadual José Dantas de Souza e administrador e editor do Contraprosa.

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