Um retrato detalhado da rodovia no YouTube
A BA-220 é uma rodovia que tem como proposta cortar a Bahia e Leste a Oeste. Nasce no município de Paripiranga, na divisa com o estado de Sergipe, e segue até o município de Umburanas. A rodovia teve seu projeto encerrado cerca de 300 km antes da divisa com o Piauí. Os cerca de 480 kms trafegáveis são cheios de contrastes. Para revelar toda esta situação, Contraprosa lança uma série no YouTube dedicada à rodovia, intitulada BA 220: A rodovia discrepante.
O episódio nº 1 já está no canal e mostra os detalhes de como foi feita a cobertura durante a viagem. A estrada está sempre em processo de recuperação em vários trechos, com obras recentes entre Senhor do Bonfim–Igara e Euclides da Cunha–Aribicé, um dos dois trechos da rodovia no município. Sim! Há outro trecho da BA 220 entre São João da Fortaleza e Euclides da Cunha, passando por Massacará e Caimbé, completamente sem pavimentação, com trechos em revestimento primitivo. Além disso, ainda em Euclides da Cunha, o trecho de São João da Fortaleza-Banzaê-Aribicé está sem nenhum beneficiamento em território euclidense, com segmentos ainda desgastados, especialmente em áreas afetadas por chuvas intensas.
A série BA 220: A rodovia discrepante terá poucos capítulos e focará nas condições reais da estrada. As cidades por onde passa a via serão ou foram retratadas na série Um Lugar no Sertão. As cidades de Fátima, Cícero Dantas, Euclides da Cunha, Andorinha, Senhor do Bonfim e Monte Santo já foram retratadas com viés histórico. Os novos episódios de Um Lugar no Sertão terão documentário sobre Paripiranga, Antônio Gonçalves, Campo Formoso, Umburanas, Ourolândia, Caém, Saúde, Caldeirão Grande e Ponto Novo, dentre outros.

A série sobre a BA-220 quer mostrar a importância da rodovia para o Nordeste e Norte da Bahia, bem como a necessidade de se concluir a via e mantê-la em melhoria contínua. No entanto, há fragilidades em várias áreas, o que torna a rodovia um verdadeiro contraste, sem falar que a estrada, como de resto em quase toda a Bahia, é afetada pelo uso político, sempre como moeda de troca para fins eleitorais. A última coisa que se pensa é na garantia da segurança ou na eficiência do transporte regional.
