Brasil

Uma mulher é morta a cada 6 minutos

O Brasil vive hoje um cenário alarmante: em 2025 foram registrados 1.568 feminicídios, o maior número da última década, representando quase seis mulheres mortas por dia. Apesar de medidas protetivas e novas leis, os índices continuam crescendo, revelando falhas na prevenção e proteção das vítimas. É mais que uma prova de que não basta apenas ter leis, é preciso educar.

O panorama atual do feminicídio no Brasil revela um número de vítimas, em 2025, de 1.568 mulheres assassinadas por sua condição de gênero, crescimento de 4,7% em relação a 2024. Ainda cabem as tentativas e casos consumados: 6.904 registros. A média diária é de 5,89 mulheres mortas por dia. Mesmo com medidas protetivas, cerca de 13,1% das vítimas tinham proteção judicial ativa no momento do crime, mostrando falhas na efetividade dessas medidas.

É preciso entender que, no plano jurídico, houve avanços Legais e Institucionais, como a Lei 14.994/2024: tornou o feminicídio um crime autônomo no Código Penal, ampliando penas e reforçando o enquadramento jurídico. Também há o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio (2026), união dos Três Poderes para coordenar ações de prevenção, proteção e responsabilização. Apesar disso, medidas protetivas de urgência podem ter validade indeterminada, mas ainda não garantem segurança plena às vítimas.

Estudos indicam o perfil das Vítimas e circunstâncias, registrando que a maioria dos casos ocorre em contextos domésticos ou relacionamentos íntimos. Outra curiosidade é que muitas vítimas já haviam denunciado agressões ou solicitado medidas protetivas. Em São Paulo, por exemplo, 1 em cada 5 vítimas tinha medida protetiva vigente. Cabe ainda um detalhe: a subnotificação. Muitos casos não entram nas estatísticas oficiais. Também, é fato, a efetividade limitada das medidas protetivas: mesmo com ordens judiciais, mulheres continuam sendo assassinadas.

O feminicídio é expressão de desigualdade de gênero e violência culturalmente enraizada e seu crescimento no Brasil está em níveis recordes. Os esforços legais e institucionais ainda não conseguiram frear a escalada da violência. A combinação de subnotificação, falhas na proteção e desigualdade estrutural exige políticas mais eficazes e integradas.

Imagem destaque: Agência Brasil – EBC

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