BR 230: de Cabedelo a Lábrea

Pacajá – Pará

Neste mais novo episódio de BR 230 – Transamazônica – de Cabedelo a Lábrea, chegamos a Pacajá, ainda no estado do Pará. Mesmo antes de chegar à cidade, já começamos a enfrentar trechos sem asfalto na BR-230, o que será um evento mais corriqueiro de agora em diante. Pacajá tem uma área territorial de 11.832,318 km², equivalente à metade do estado de Sergipe, onde vive uma população de 41.097 pessoas, censo de 2022. A densidade demográfica é de 3,47 hab/km². O município se limita com Portel, Tucuruí, Baião, Novo Repartimento e Anapu. O IBGE estimou sua população para este ano de 2026 em 43.882 pessoas, e a distância para Belém é de 600 km.

O nome Pacajá é em homenagem ao rio que corta a rodovia Transamazônica após nascer nessa região e percorre cerca de 500 km até sua foz no rio Pará, na região da cidade de Portel, no arquipélago do Marajó, canal que conecta as águas do Amazonas e do Tocantins ao sul da ilha de Marajó. Pacajá também tem sua história intimamente ligada à construção da Rodovia Transamazônica na década de 1970. Às margens do rio Pacajá foi montado um canteiro de obras para dar suporte aos operários construtores da rodovia. Em seguida, os primeiros colonos, vindos do Maranhão, Goiás e do Paraná, montaram seus acampamentos ao lado do canteiro de obras da rodovia.

Após a construção do trecho rodoviário que cortava Pacajá, o canteiro de obras foi desmontado. Entretanto, os colonos decidiram permanecer na área. Assim formou-se a primeira povoação fixa do território de Pacajá, na época em terras do município de Portel, que fica a mais de 200 km em linha reta. Mas havia um problema: os colonos não poderiam permanecer na área porque o território de Pacajá estava delimitado para ser uma reserva florestal. O INCRA então tentou remover os colonos. A situação tornou-se tensa a ponto de serem efetuadas várias prisões de forma a coagir os colonos a deixarem o local. Após sucessivas e infrutíferas tentativas de remoção da população da área, em 1975 o INCRA reconheceu a posse do local e cedeu os títulos definitivos aos colonos.

De um pequeno bar e restaurante que começaram a servir de ponto de apoio para caminhões e ônibus que trafegavam pela estrada, logo o aglomerado urbano cresceu. A comunicação com Portel só era feita pelo rio e as necessidades começaram a surgir. Logo veio a ideia da independência administrativa, puxada por Geraldo Franco (padre de Pacajá), Antônio Maria de Abreu, “Antônio Chapéu de Couro”. Então veio a elevação à categoria de município e distrito com a denominação de Pacajá, pela Lei Estadual n.º 5.447, de 10 de maio de 1988, desmembrado de Portel. Pacajá nasce como distrito único, situação que se mantém até os dias atuais. A instalação oficial ocorreu em 1.º de janeiro de 1989, com a posse de Maria Zuleide dos Santos Gonçalves, prefeita eleita no pleito de 15 de novembro de 1988.

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Quem chegar a Pacajá não pode esquecer da ExpoAP (Exposição Agropecuária de Pacajá), um dos maiores eventos do município, reunindo shows musicais, rodeio, exposição agropecuária, negócios e atividades culturais. Também tem a Festa do Divino Espírito Santo, citada como uma das festas populares tradicionais da cidade, ligada à religiosidade e à cultura local. Claro, há o aniversário de Emancipação de Pacajá (10 de maio), que costuma incluir programação cultural, esportiva e artística. A Praça da Matriz é apontada como um dos principais espaços de convivência da cidade, onde acontecem encontros e diversos outros eventos culturais.

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