Asfaltamento da BR-319 é autorizado
Finalmente, uma luta do povo da região norte, que já chega a 50 anos, recebe uma resposta que parece definitiva. O DNIT autorizou a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu e abriu licitação para pavimentar 339 km da rodovia BR 319, entre o Igarapé Atií e o Igarapé Realidade, com investimentos que somam mais de R$ 700 milhões. O prazo de execução dessas obras é de três anos, e elas representam um marco importante para a integração viária entre Manaus e Porto Velho.
Somente a ponte sobre o rio Igapó-Açu, no km 260,7, terá um investimento previsto de R$ 44,1 milhões, para garantir a trafegabilidade contínua da rodovia. O trecho mais crítico da única rodovia que liga Manaus ao restante do país tem um trecho chamado “trecho do meio” que é crítico, onde hoje há dificuldades de acesso. São 339 km que serão pavimentados, localizados entre o Igarapé Atií e Igarapé Realidade, a um custo estimado de R$ 678 milhões. O prazo de execução é de 3 anos.
As obras anunciadas, além de reduzir os problemas de atoleiros e melhorar a logística de transporte, vão promover a integração regional, principalmente com Porto Velho (RO). Os documentos foram assinados em 31 de março de 2026, em Brasília, e a iniciativa faz parte de um pacote de obras estruturantes do Ministério dos Transportes.
Mas a obra deve envolver questões ambientais. A BR-319 é alvo de debates, pois atravessa áreas sensíveis da Amazônia. Há preocupação com desmatamento e impactos socioambientais. Outra questão é o prazo: o cronograma de três anos pode sofrer atrasos devido a condições climáticas e desafios logísticos. Finalmente, os povos amazônicos sairão da lama, da poeira e do isolamento.
