A educação brasileira respira por aparelhos
O teste internacional TIMSS 2023 – Trends in International Mathematics and Science Study – em português – Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências – realizado com 64 países. O Brasil estreou nessa avaliação e ficou entre os últimos colocados: em matemática, os alunos brasileiros tiveram média de apenas 400 pontos, o mínimo da escala, enquanto países líderes como Singapura superaram 600 pontos. Mais da metade dos estudantes brasileiros não atingiu sequer o nível básico de proficiência.
Em 2023, 650 mil alunos do 4º e 8º anos do ensino fundamental de 64 países foram avaliados em matemática e ciências. Estabeleceram 4 níveis: avançado: 625 pontos; alto: 550 pontos; intermediário: 475 pontos; e baixo: 400 pontos. O Brasil conseguiu uma média de 400 pontos em Matemática, tanto no 4º ano como no 8º ano. A proporção de alunos abaixo do nível básico, na média internacional, foi de 9% no 4º ano e 19% no 8º ano. O Brasil ficou com 51% no 4º ano e 62% no 8º ano.
Os seis países mais bem avaliados foram: Singapura – 615 pontos; Coreia do Sul – 594 pontos; Japão – 591 pontos; Hong Kong – 584 pontos e Taiwan – 583 pontos. O Brasil ficou entre os cinco países menos avaliados, com 400 pontos, o nível mínimo da escala. Abaixo do Brasil ficaram: Marrocos – 398 pontos; Paquistão – 390 pontos; Arábia Saudita – 389 pontos e o Kuwait – 384 pontos.
O desempenho mostra que grande parte dos estudantes brasileiros não consegue resolver operações simples de multiplicação ou problemas básicos de matemática. Em ciências, os resultados também foram baixos: 39% dos alunos do 4º ano e 42% do 8º ano não atingiram nem o nível mínimo.
Fatores como desigualdade entre escolas urbanas e rurais, além do impacto do bullying no desempenho, foram destacados como influências negativas. Mas vai muito além disso. Parece que o Brasil não quer educar o Brasil. A educação básica brasileira ainda enfrenta sérios desafios de qualidade e equidade.
Singapura teve apenas 2% dos alunos que ficaram abaixo do nível básico, porque foca a Matemática nas escolas desde cedo. No Brasil, há deficiências na formação de professores, infraestrutura escolar e continuidade pedagógica. Enquanto os países líderes neste estudo não apresentam quase problemas com a remuneração de professores, por aqui há ainda prefeitos e governadores que não cumprem a Lei do Piso Nacional do Magistério, aprovada desde 16 de julho de 2008.
Imagem destaque: Copilot

Ótima matéria mestre, infelizmente nossa educação cada dia mais perdendo para países com população bem abaixo, enquanto estiver esses sistema corruptos dos políticos nada vai mudar, ao invés de investir nos profissionais da educação com melhores salários, mais benefícios, eles só pensam em si próprio, na Bahia um governador dizer a que não pode reprovar ninguém por aí já se diz tudo. Como dia o ditado, cada um por si e Deus por todos.
É isso, Cleiton. Obrigado.