Ucrânia fabricará mísseis Patriot
Quando se pensa que a guerra na Ucrânia caminha para uma solução final, fatos provam que o fim está bem distante. O G1 diz em reportagem que Zelensky afirmou ter a aprovação final de Donald Trump para a Ucrânia produzir mísseis Patriot e que EUA sugeriram nova reunião trilateral. Patriot é a bateria antiaérea mais avançada do mundo, e EUA e Ucrânia vinham discutindo licenciamento da tecnologia nos últimos meses. Ucrânia enfrenta crise em sua defesa aérea no 5º ano de guerra contra a Rússia.
“Em nossa última reunião, o presidente Trump enfatizou para mim que, sim, tomei uma decisão final. A Ucrânia receberá licenças para a produção de mísseis Patriot”, disse Zelensky em uma mensagem de voz enviada a jornalistas. A fala de Zelensky é a mais recente sobre o assunto, que teve uma série de reviravoltas. Trump havia afirmado em julho, durante uma cúpula da OTAN, que os EUA licenciariam a produção de mísseis Patriot para a Ucrânia, porém ele havia demonstrado certa relutância sobre o tema desde então.
O Patriot é o sistema de defesa aérea antimísseis mais avançado do mundo. Os mísseis que integram seu sistema são complexos e caros para fabricar, por isso não são tão abundantes. A Ucrânia recebeu de seus aliados — EUA e europeus — centenas de baterias ao longo da guerra contra a Rússia, porém seus estoques esvaziaram por conta dos ataques aéreos russos diários ao longo dos mais de quatro anos de conflito. As tratativas para o licenciamento da tecnologia para produzir Patriots decorrem de uma crise na defesa aérea ucraniana, que há meses não consegue interceptar os mísseis balísticos russos.
Negociações pela paz
Zelensky afirmou a jornalistas nesta sexta que os EUA propuseram uma reunião trilateral com a Rússia, que seria sediada nos Emirados Árabes. Essas tratativas de paz, no entanto, seriam a nível técnico e não envolveriam as lideranças dos países, segundo o líder ucraniano. Também nesta sexta, o Kremlin disse que uma reunião trilateral poderia ocorrer em breve, porém não deu mais detalhes.
O enviado presidencial russo Kirill Dmitriev estava nos EUA nesta semana e se reuniu com os enviados especiais do governo Trump para terminar o conflito, Steve Witkoff e Jared Kushner, na quinta-feira, disse uma fonte à agência de notícias Reuters. O Kremlin afirmou que Dmitriev “está conversando” com os negociadores norte-americanos, que o diálogo se concentrou na questão de uma possível cooperação econômica entre EUA e Rússia.
