Política

Camila Negromonte indicada ao TCM

O sonho do fim da política do toma-lá-dá-cá, dos corriqueiros privilégios e da barganha está longe de acontecer na Bahia. A última façanha acontecida neste campo foi a indicação de Camila Vasquez Negromonte, esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB), ex-presidente do PP na Bahia, para a vaga aberta no TCM – Tribunal de Contas dos Municípios. A adesão dele ao governo Jerônimo Rodrigues recebeu boa paga.

E tudo isso ainda não foi configurado porque a sabatina para indicação da atual procuradora do Ministério Público de Contas (MPC), prevista para esta terça-feira, 9, foi adiada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A mudança na análise do nome deve-se à realização da 20ª Bahia Farm Show, que ocorre em Luís Eduardo Magalhães, oeste baiano, até o próximo sábado, 13.

O evento, voltado para o agronegócio, conta com a presença massiva dos parlamentares, inclusive a própria presidente do Legislativo, Ivana Bastos (PSD), compareceu ao evento. Além disso, uma agenda institucional com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), também pode reduzir a presença de deputados na Assembleia, dificultando o quórum da sessão.

O presidente da CCJ informou que a nova data para votação será na próxima terça-feira, 16. Questionado se, caso aprovada, a indicação tramitará em plenário para votação secreta dos demais deputados estaduais, Almeida confirmou. “A decisão de votar no plenário na própria terça é da presidente e dos líderes da maioria e da minoria“, declarou ele.

O governador Jerônimo Rodrigues escolheu Camila entre os três nomes enviados pelo TCM para ocupar a vaga aberta após a aposentadoria compulsória do ex-deputado federal Mário Negromonte, ocorrida em julho do ano passado. Além de ser procuradora do Ministério Público de Contas, Camila é nora do ex-conselheiro.

Atualmente, um conselheiro do TCM recebe salário-base de R$ 37.589,95 por mês. Com adicionais e outras vantagens previstas em lei, a remuneração pode ultrapassar R$ 80 mil mensais.

Antes de assumir o cargo, Camila precisa ser aprovada pelos deputados estaduais em duas etapas: primeiro, na CCJ: ela será sabatinada pelos integrantes da comissão e precisará obter a maioria dos votos. Depois, no plenário da Alba: a indicação será submetida a votação secreta e precisará receber pelo menos 32 votos favoráveis dos 63 deputados estaduais. Somente após a aprovação nas duas etapas ela poderá ser nomeada conselheira do TCM-BA. A expectativa é que o nome de Camila não tenha dificuldade para ser aprovado.

Imagem destaque: O governador, o deputado e Camila Negromonte (Reprodução).

2 comentários sobre “Camila Negromonte indicada ao TCM

  • Infelizmente é nossa Bahia, indicação política e não concurso que deveria ser o correto, TCM 80% dos conselheiros do lado do governo aí nem precisa dizer mais nada, os prefeitos aliados do governo que gosta disso. E não tem jeito dependendo de A ou B. Sempre vai ser assim indicação para os cargos de fiscalização das contas do estado e município na mão de pessoas nomeadas sem concurso público e sem graduação da área, por exemplo a mulher do ex governado Rui Costa, é conselheiras do TCM e é formação dela enfermeira, pra ser conselheiro uns currículos é a formação em direito de não falhar a memória, mais como sempre tem brecha entra quem o governo escolher independente da graduação que tem. Acorda eleitores vocês tem o poder na mãos mais uma vez, depois ajo vai ficar falando pelo cotovelo.

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