Nos Caminhos do Norte

Palmeirópolis: da Itabaiana aos dias atuais

Neste mais novo episódio de Nos Caminhos do Norte, Contraprosa chega a mais uma cidade do estado do Tocantins. Seu nome soa quase como poesia: Palmeirópolis. O município tem uma área territorial de 1.708,981 km² e sua população no último censo chegou a 6.975 pessoas em 2022, perfazendo uma densidade demográfica de 4,08 hab/km². Para o ano de 2025, o IBGE estimou sua população em 7.104 pessoas. Palmeirópolis faz limites com os municípios de Paranã, São Salvador do Tocantins, Jaú do Tocantins e Minaçu, este último em Goiás. A distância para Palmas é de 449 km.

    A história do município de Palmeirópolis começa em 1922, com a instalação da fazenda Itabaiana, propriedade de João Polidório. Por volta de 1960, teve início o povoado de Palmeiras, nome dado ao lugar devido aos coqueirais de babaçu existentes em abundância na região. O município que chegou a ser um dos maiores produtores de grãos do então estado de Goiás, sofreu sério revés econômico com a criação do Estado do Tocantins, pois, com a divisão territorial, ficou fora da área de influência da capital do novo estado, e isolado geograficamente de Palmas.

 Mesmo assim, Palmeiras crescia e, pela Lei Estadual n.º 7471, de 02 de dezembro de 1971, nascia o distrito com a denominação de Palmeirópolis, subordinado ao município de Paranã. Nove anos depois, é assinada a Lei Estadual n.º 8.850, de 10 de junho de 1980, que cria o município de Palmeirópolis, desmembrado do município de Paranã, com um único distrito sede, instalado em 01 de fevereiro de 1983. Um tempo depois, foi criado o distrito de São Salvador de Goiás pela Lei Estadual n.º 10.421, de 01 de janeiro de 1988, e anexado ao município de Palmeirópolis. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 2 distritos: Palmeirópolis e São Salvador de Goiás.

Só que essa condição durou pouco tempo. Com a criação do Estado do Tocantins, uma Lei Estadual n.º 251, de 20 fevereiro de 1991, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 498, de 21 de dezembro de 1998, é desmembrado do município Palmeirópolis o distrito de São Salvador de Goiás, elevado à categoria de município com a denominação de São Salvador do Tocantins. Com isso, Palmeirópolis voltou à condição de um único distrito.

A partir do início deste século, Palmeirópolis vem experimentando um gradual processo de retomada do desenvolvimento, que teve início com a construção do linhão do sistema energético Furnas-Tucuruí, seguida da pavimentação asfáltica da rodovia TO-498, que liga ao Estado de Goiás, o que deu força à economia da região. Posteriormente, veio a construção da Usina Hidrelétrica de São Salvador, no Rio Maranhão, que teve em Palmeirópolis o seu principal ponto de apoio logístico, o que motivou grande aumento do número de trabalhadores em circulação na cidade, propiciando o incremento do comércio e da economia do lugar, com reflexos positivos mesmo após a conclusão da obra. A Usina Hidrelétrica de São Salvador formou um grande lago no Rio Maranhão, banhando extensa área do município de Palmeirópolis, o que propiciou o incremento da piscicultura e do turismo na região. A cidade conta com uma razoável rede hoteleira, dispõe de boa infraestrutura urbana e tem uma logística considerável, com vias de acesso asfaltadas para Palmas, para o Estado de Goiás e para o Nordeste do Brasil.

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Palmeirópolis é uma cidade polo da microrregião do sul do Estado do Tocantins, com destacada relevância econômica na região. Tem um comércio local expressivo, com diversos supermercados, variados estabelecimentos comerciais, hotéis, restaurantes, cerâmicas, movelarias, agência do Correio, agências bancárias, colégios estaduais, campus universitário avançado, hospital público e outros. As terras do município são férteis, há um numeroso rebanho bovino de gado de corte e de produção de leite, a agricultura está voltada para a produção de soja, arroz, milho, banana, melão e abóbora, dentre outros. Conta com extensas áreas plantadas de seringueiras, colocando o município como potencial maior produtor de látex do Estado do Tocantins, e um dos maiores do país. Além de sua condição de polo regional, Palmeirópolis é a terra natal da dupla sertaneja Henrique & Juliano.

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