Drones podem gerar chuvas?
Uma startup do sul da Califórnia usou drones de alta tecnologia para intensificar uma série de nuvens no Alasca durante o fim de semana, gerando o equivalente a aproximadamente 19 milhões de galões de água em três horas. A empresa, Rainmaker, argumenta que o teste é um avanço e uma prova de que sua tecnologia ajudará a combater a seca e a proteger os sistemas hídricos em todo o país. “No futuro, a Rainmaker protegerá e restaurará geleiras com neve artificial“, escreveu o CEO Augustus Doricko no X após a demonstração.
Como isso funciona? A empresa utiliza drones e softwares para atingir nuvens com iodeto de prata. Esse processo estimula a formação de cristais de gelo e, consequentemente, a precipitação na forma de chuva ou neve. Na prática, isso significa que os drones chegam até nuvens que estavam gerando pouca chuva no estado e “provocam” a precipitação extra a partir delas.
Nos próximos meses, o objetivo é encher rios, como o Rio Colorado, e lagos que enfrentem grandes secas. No futuro, a empresa também pretende restaurar geleiras. A “agricultura de nuvens” já existe desde 1946, mas ninguém conseguiu comprovar sua eficácia. A Rainmaker afirma ter resolvido isso com um radar que mede a quantidade de chuva que cairia naturalmente e o extra gerado pelos drones.
Ainda tem tempestade pela frente: há preocupações com a toxicidade do iodeto de prata e com a possibilidade de que provocar chuva em um local possa reduzir a precipitação em outro. Alguns estados, como a Flórida, proibiram a semeadura de nuvens. De qualquer forma, o uso da tecnologia para promover chuvas é uma esperança para áreas em processo de desertificação no Nordeste do Brasil, além de regular as chuvas em regiões agrícolas.
Imagem destaque: Wall Street Journal | Reprodução.
