Educação

Bahia, Sergipe e R. G. do Norte na lista negativa da alfabetização

O Ceará lidera o ranking nacional de alfabetização com 85,3% das crianças alfabetizadas na idade certa, enquanto a Bahia aparece entre os últimos colocados com apenas 36%. Só não ficou em último porque Roraima não tinha dados para apresentar. A média nacional em 2025 foi de 66%, acima da meta de 64% do MEC, mostrando grandes desigualdades regionais.

Não dá para afirmar de forma absoluta que os estados que não cumpriram a meta de alfabetização já têm o futuro comprometido, mas é correto dizer que eles enfrentam riscos sérios e desafios estruturais. Dos 27 entes federativos, apenas cinco cumpriram a meta: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rondônia. Em contrate, os cinco últimos colocados, R. G. do Sul, R.G. do Norte, Sergipe, Bahia e Roraima, nessa ordem, estão no nível crítico, abaixo dos 45%.

Ranking da Alfabetização por Estado (MEC – 2025)

Posição

Estado

Percentual de crianças alfabetizadas
Ceará 85,3%
Goiás 72,7%
Minas Gerais 72,1%
Espírito Santo 71,7%
Paraná 70,4%
Rondônia 62,6%
Santa Catarina 62,0%
Pernambuco 60,8%
Mato Grosso 60,6%
10º Piauí 59,8%
11º Maranhão 59,6%
12º Distrito Federal 59,1%
13º São Paulo 58,1%
14º Paraíba 56,0%
15º Mato Grosso do Sul 55,9%
16º Rio de Janeiro 55,3%
17º Acre 51,4%
18º Tocantins 50,1%
19º Amazonas 49,2%
20º Alagoas 48,6%
21º Pará 48,2%
22º Amapá 46,6%
23º Rio Grande do Sul 44,7%
24º Rio Grande do Norte 39,3%
25º Sergipe 38,4%
26º Bahia 36,0%
Roraima

Sem dados disponíveis

Uma grande desigualdade aparece no Nordeste. Ceará mostra avanços significativos, a ponto de ser referência nacional, mas Bahia e Sergipe ainda enfrentam grandes dificuldades. Será um grande desafio para os próximos governos de ambos.

As crianças que não são alfabetizadas na idade certa tendem a ter dificuldades em todas as disciplinas, o que aumenta reprovação e evasão escolar. Estados com baixos índices perpetuam ciclos de pobreza, já que a alfabetização é a base para inserção no mercado de trabalho e cidadania plena. Os estados que avançam mais rápido, como o Ceará, criam uma vantagem educacional e econômica sobre estados que ficam para trás.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada prevê que até 2030 todos os estados atinjam níveis elevados. Quem não cumpre as metas intermediárias terá que correr atrás com políticas mais intensas e investimentos maiores. Ou seja, o futuro não está selado. Estados que hoje estão mal colocados podem reverter o quadro com políticas públicas consistentes.

Não cumprir a meta compromete o presente e aumenta os riscos para o futuro, mas não significa que o futuro esteja perdido. O que vai definir é a capacidade de reação e investimento nos próximos anos, rompendo teimosias e investindo na formação continuada de professores, aplicando avaliações periódicas e acompanhamento individual das crianças, formando parcerias entre municípios e governo estadual, além de concretizar programas de incentivo à leitura e bibliotecas escolares.

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